18 maio 2006 

CIMEIRA aborda qualidade de vida urbana

Exemplos de Rennes, Bilbau, Estocolmo e algumas cidades norte-americanas passam esta sexta-feira (a partir das 9:30 horas) pelo Centro de Congressos da Feira Internacional do Porto, em Matosinhos. Conferência reúne responsáveis públicos e especialistas

A revitalização urbana, a qualidade de vida e a competitividade das cidades são os grandes temas da conferência promovida pela EXPONOR e a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) – Porto Vivo, sob a égide da CIMEIRA DO AMBIENTE, SEGURANÇA E QUALIDADE, que arranca amanhã na Feira Internacional do Porto, prolongando-se até sábado (dia 20).

«O posicionamento da Área Metropolitana do Porto no panorama internacional», A «Revitalização urbana do centro histórico do Porto» e a «Mobilidade nos centros urbanos» são três dos sub-temas da iniciativa, que, esta sexta-feira (19 de Maio), trarão ao Centro de Congressos da EXPONOR autarcas, responsáveis públicos e especialistas nas matérias, numa jornada que começa às 9:30 horas e se prolonga pela tarde (Auditório B4).

Álvaro Costa, da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, Joaquim Branco, presidente da Comissão Executiva da SRU – Porto Vivo, e Guilherme Pinto, vice-presidente da Junta Metropolitana do Porto, são três das personalidades com intervenções já confirmadas na iniciativa (entre as 10:15 e as11:25). A moderação pertencerá ao vice-presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Luís Valente de Oliveira.

Serão apresentados alguns “case studies” tais como o de Rennes (França), no domínio da mobilidade, Bilbau (Espanha), como exemplo de transformação de uma cidade através da exploração de um equipamento cultural de referência, e Estocolmo (Suécia), ao nível do ambiente. A apresentação dos estudos de caso (das 14:00 às 16:00) estará a cargo de Juan Garaiyurrebaso, da Câmara de Comércio de Bilbau, de Christian Le Petit, da Rennes Métropole, e de Mats Pemer, da Stockholm Municipality. Haverá ainda espaço para a apresentação de «Tendências e casos bem sucedidos nos EUA», pela reflexão de Carlos Balsas, da Universidade do Arizona.

A segunda parte da conferência será ocupada pela reflexão sobre os factores e acções a implementar para maximizar a qualidade de vida nos centros urbanos. «Factores de competitividade e sustentabilidade: desafios às cidades portuguesas» é o mote. No fundo, uma oportunidade para encontros personalizados informais entre os protagonistas do sector, desde autarcas e dirigentes políticos a especialistas e proprietários de imóveis.

Para além desta conferência, a CIMEIRA DO AMBIENTE, SEGURANÇA e QUALIDADE tem a decorrer em paralelo cerca de uma dezena e meia de outras iniciativas (ver programa detalhado a seguir) de debate. As jornadas de reflexão abrangem as quatro áreas representadas no evento: PORTUGAL AMBIENTE - 8.º Salão Internacional de Equipamentos, Tecnologias e Serviços Ambientais, INTERMUNICIPAL – 5.º Salão de Produtos e Serviços para Municípios, INTERSEGURANÇA – 4.ª Salão Internacional de Projectos, Sistemas e Equipamentos de Segurança e QUALIDADE -1.ª Feira de Produtos e Serviços da Qualidade.

Entre 2000 e 2004, os eventos reunidos em torno do PORTUGAL AMBIENTE (bienal) trouxeram ao recinto de feiras da EXPONOR um global de 1.215 empresas expositoras e marcas representadas e receberam um total de 22.643 visitas. Feito o balanço de três edições, o PORTUGAL AMBIENTE congregou uma média de 405 expositores (directos e indirectos) e 7.548 visitas por certame.

08 maio 2006 

Sensibilizar automobilistas para condução com cortesia

Clara Vasconcelos

Carros estacionados em segunda fila ou em cima dos passeios e alguns excessos de velocidade foram algumas das situações mais vistas, ontem, durante as comemorações do "Dia Nacional da Cortesia ao Volante", pela primeira vez assinalado em Portugal.

Um autocarro da Carris percorreu algumas artérias de Lisboa, transportando os secretários de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, dos Transportes, Isabel Vitorino, o comandante da PSP, Oliveira Pereira, o director-geral de Viação, governadora civil de Lisboa e membros da Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), que promoveu a iniciativa. A data foi escolhida pelo o ex-presidente da República, Jorge Sampaio, no final da sua presidência temática sobre segurança rodoviária, na primeira semana de Maio do ano passado. Mas quem fez a proposta foi a ACA-M, inspirada numa iniciativa idêntica levada a cabo por uma sua congénere francesa. A ideia é sensibilizar os automobilistas para adoptarem uma atitude cortês ao volante.

Ontem, foram distribuídos os 15 mandamentos que promovem esse tipo de comportamento. Os franceses têm apenas dez, mas, como explicou João Manuel Ramos, presidente da ACA-M, há situações específicas dos portugueses que obrigaram a aumentar o número de mandamentos. Por exemplo "não conduzirás colado à traseira do carro que circula à tua frente", ou "não estacionarás em cima dos passeios". Maus hábitos que, segundo João Manuel Ramos, os franceses não têm.

Num texto lido por Rui Zing, membro da ACA, é destacada a ideia de que a auto-regulação, através de um comportamento "adulto, consciente e responsável", "é a melhor forma de evitar sermos controlados pelo "big brother" dos radares, câmaras de videovigilância e caixas negras".

Durante a viagem, Oliveira Pereira disse que, no ano passado, em Lisboa, foram passadas 130 mil multas de estacionamento e accionados mais de 180 mil reboques e bloqueadores, para além de terem sido detidas mais de duas mil pessoas por excesso de velocidade. Números elevados, mas que parecem revelar que as "pessoas estão nitidamente nas tintas para as multas", comentou.

15 MANDAMENTOS

1.º - Não utilizarás o veículo como instrumento de agressão;
2.º - Se conduzires, não beberás nem consumirás produtos que alterem o teu estado normal;
3.º - Darás sempre prioridade aos peões;
4.º - Zelarás pelo transporte seguro dos ocupantes;
5.º - Respeitarás os limites de velocidade;
6.º - Não utilizarás o telemóvel;
7.º - Não estacionarás onde prejudicares a passagem e visibilidade dos peões;
8.º - Vigiarás o estado do veículo;
9.º - Não perderás a paciência quando a via estiver obstruída;
10.º - Pararás sempre no Stop;
11.º - Não estacionarás nas passadeiras;
12.º - Manterás a calma quando circulares atrás de um carro de instrução;
13.º - Reduzirás a velocidade em locais de trânsito de peões;
14.º - Não conduzirás encostado à traseira do carro que circula à tua frente;
15.º - Adequarás a tua condução às condições atmosféricas e da via.

http://jn.sapo.pt/2006/05/06/sociedade_e_vida/sensibilizar_automobilistas_para_con.html

 

Comércio tradicional pode abrir ao domingo

Hugo Silva

A Assembleia Municipal do Porto aprovou o novo regulamento dos horários dos estabelecimentos comerciais, que permite às lojas tradicionais estarem abertas, todos os dias, entre as 6 e as 24 horas e que autoriza, também, a abertura ao domingo.

Uma hipótese já contestada pela Associação de Comerciantes do Porto e que voltou a ser fortemente criticada, na sessão, pelo sindicato representativo dos trabalhadores (Cesnorte). Até porque, como recordou Jorge Pinto, líder daquela estrutura, a decisão vem contrariar, frontalmente, o movimento cívico que luta pelo encerramento do comércio ao domingo, que nasceu precisamente no Porto. E que, acrescentou, já entregou na Assembleia da República uma petição com "mais de 15 mil assinaturas".

"O regulamento não obriga os comerciantes a abrir ao domingo; permite que, quem quiser, o possa fazer", procurou esclarecer o vereador das Actividades Económicas, Sampaio Pimentel, avançando com a mesma explicação para o caso dos horários ninguém é forçado a estar de portas abertas até à meia-noite, mas, se assim o entender, pode fazê-lo.

"Assentar o progresso do comércio nos horários é um equívoco. O que faz correr esta Câmara para insistir com esta liberalização?", contestou José Castro, do BE. "Estamos a caminhar no sentido contrário do que tem vindo a acontecer na Europa. Este regulamento não vai resolver o problema do comércio tradicional, vai agravá-lo", acrescentou António Neto, da CDU.

Os votos negativos destas duas forças políticas foram insuficientes, contudo, para contrariar a esmagadora maioria do plenário PSD, PP e PS (à excepção da abstenção de dois deputados) votaram a favor.

"Chega de adiamentos. Os comerciantes poderão escolher os horários que melhor lhes convier", afirmou José Carlos Gonçalves (PSD). "Confiamos que os sindicatos saberão fazer valer os direitos dos trabalhadores e zelarão para que esses direitos sejam cumpridos", disse Gustavo Pimenta (PS). "Estamos a permitir um regulamento que é um instrumento de aumento de competitividade", referiu Álvaro Braga Júnior (PP).

"Se restringíssemos os horários estávamos a eliminar a concorrência às grandes superfícies", concluiu o vereador Sampaio Pimentel.

http://jn.sapo.pt/2006/04/29/porto/comercio_tradicional_pode_abrir_domi.html

 

O regresso do eléctrico

As obras de transformação da Avenida dos Aliados e da Praça da Liberdade estão a aproximar-se da conclusão e, sem voltar a falar no absurdo da solução adoptada, é pertinente colocar uma questão de que se tem falado pouco Vai haver ou não rede de eléctricos na zona central da cidade?

Quando parte das ruas centrais da cidade foram revolvidas para requalificação ao abrigo da "Porto 2001", foram instaladas, em alguns casos reinstaladas, linhas para veículos de tracção eléctrica em várias delas, de forma um pouco dispersa mas que, tudo indicava, fazia parte de um Plano Integrado para a revitalização deste meio de transporte. Os anos passaram, no viaduto do Castelo do Queijo os Carris foram arrancados, para não perturbarem o revivalista "Circuito do Porto". e, nas obras em curso na Avenida dos Aliados, parece ser dada continuidade aos carris instalados ao lado do Rivoli.

Donde a pertinência da pergunta, tanto mais ter havido recente alteração na Administração da STCP e o anterior responsável, ao sair, ter deixado alguns avisos preocupantes em relação à sanidade funcional, para além de financeira, desta Sociedade Transportadora. Vai ou não haver rede de eléctricos, em complemento do Metro e da restante rede de superfície, na Zona Central da Cidade?

Pergunta-se, no essencial, a duas Entidades; a referida STCP e a Câmara, que devem, ou deveriam, estar sincronizadas em tal matéria, mas, pelo que parece não tem acontecido assim. Pouca gente percebeu na altura estas colocações de Carris sem continuidade por parte da Sociedade Porto 2001 nas obras que levou a cabo, mas, quem conhece melhor a cidade, concluiu tratar-se de um Plano para fazer voltar "os amarelos" ao Centro, numa complementaridade de transporte público interessante, para além do valor turístico revivalista da medida.

Ao que parece, pelo "andar da carruagem", não passou de "um tiro de pólvora seca", pois confesso dificuldade em entender o que se pretende afinal fazer, se há ou não ideia de criar uma rede minimamente integrada de eléctricos na zona central da cidade e se a Câmara e a STCP estão sincronizados nisso, ou de costas voltadas, como parece.

Certo que temos o Metro que "revolucionou o Centro", mas as complementaridades de superfície têm de ser bem pensadas e sem grandes hesitações, pois estão a criar-se hábitos novos de mobilidade da população e se isso não é aproveitado para consolidar os ganhos do transporte público por esta via do Metro, pode haver confusão ou retrocessos de habituação perniciosos para a mobilidade urbana no Centro.

Dir-me-ão que "o eléctrico é uma saudade" sem futuro, o que não é verdade, tanto mais grave se torna a crise do petróleo, mas o que está aqui em causa é saber se andamos a "deitar dinheiro ao lixo" ou se temos alguma ideia de o aproveitar e, neste caso, como e quando.

Isto é que merece, tanto quanto creio, uma resposta à Cidade por parte da STCP e da Câmara, se possível conjugada para não continuarmos a puxar cada um para seu lado, o que não sendo novidade no Porto, já era tempo de ter um fim.

Há outra instância onde questões destas deveriam ser equacionadas, a prometida Autoridade Metropolitana de Transportes de que há muito se fala, mas o assunto de hoje é portuense na sua circunscrição e pode e deve ser resolvido pelos "santos da casa", ou seja, pela Transportadora Público e pela Autarquia, pois é a esta que o assunto directamente interessa, foi eleita para governar a Cidade, e aquela é que tem os meios e o poder de decisão sobre planeamento, execução e exploração da rede. E uma e outra não podem esquecer que grandes transformações de hábitos se estão a operar e, ou vão à frente delas e as reencaminham, ou podem mesmo ser "atropeladas" pela mudança. O que seria mau!

gomes.fernandes@europlan.pt

http://jn.sapo.pt/2006/05/03/porto/o_regresso_electrico.html

 

Complexo enche-se de domingueiros

Enquanto os homens jogam à bola, as mulheres pedalam pela ciclovia. Um ritual que se repete todas as manhãs de domingo para a família Almeida. O Complexo Desportivo da Rodovia, um pequeno "pulmão" da cidade, está "à pinha" aos fins-de-semana. O lazer e o desporto de mãos dadas, numa vivência onde todos têm lugar novos e velhos, atletas e praticantes domingueiros.

Carlos Daniel tem 14 anos, mas há oito anos que joga à bola na Rodovia. "Temos uma equipa de amigos que aqui joga à bola todos os sábados e domingos. Há dias em que saímos da escola e vimos para cá jogar à bola ou andar de bicicleta", disse. Ana Ferreira é frequentadora diária do complexo, não residisse, por acaso, nas imediações do parque verde"Cada vez há mais gente a vir para cá. Quando está bom tempo, isto mais parece uma romaria".

Ciente dessa realidade, a Câmara Municipal de Braga tem vindo, aos poucos, a proceder a obras de renovação daquele espaço verde, conhecido por Rodovia, junto ao rio Este. Ontem, foram abertos mais dois campos de futebol, mas com a particularidade de serem sintéticos. Um pequeno luxo do agrado dos "homens da bola", em particular os mais jovens. MC

http://jn.sapo.pt/2006/05/01/norte/complexo_enchese_domingueiros.html

 

Reabilitação do Quarteirão Piloto das Cardosas aprovada

Desejável Hotel de Charme, habitação moderna e espaços comerciais diversificados, são os projectos da Porto Vivo, SRU para o Quarteirão das Cardosas

O quarteirão piloto das Cardosas será o próximo passo da Porto Vivo, SRU para reabilitar a Baixa Portuense, situado num eixo considerado prioritário pela sociedade, o quarteirão localiza-se no Centro Histórico da cidade, classificado como Património Mundial, é delimitado pelo Passeio das Cardosas, pelo Largo dos Loíos, pelas Ruas da Trindade Coelho e das Flores e pela Praça Almeida Garett.

O projecto contempla assim a transformação de 42 parcelas em habitação de qualidade, a construção e o arranjo de uma praça interior e o alargamento dos passeios. Para o sector dos escritórios prevê-se uma oferta diversificada, dirigida às actividades mais tradicionais como as profissões liberais, bem como a actividades ligadas à cultura e a arte.

No subsolo da praça será construído um parque de estacionamento com 3 pisos, com capacidade para 260 lugares, destinados às habitações, ao hotel, comércio e escritórios. No entanto o projecto que ganha mais destaque é a desejável reconversão do Palácio das Cardosas num hotel, o qual se prevê que possa vir a acolher cerca de 200 pessoas, em instalações de luxo.

Dentro das actividades da sociedade, o quarteirão piloto das Cardosas é um dos quarteirões mais emblemáticos e importantes para a revitalização do centro da cidade em virtude da presença do Palácio das Cardosas na sua fachada norte, o quarteirão faz a transição entre o centro histórico e a “Avenida”, que durante largas décadas, desde a sua construção no início do século passado, se tornou a principal centralidade cívica, social e cultural da cidade. A proximidade das redes de transportes urbanos de âmbito metropolitano e suburbano dotam o espaço de uma larga e grande acessibilidade.

Fonte: Porto Vivo, SRU

02 maio 2006 

Vamos ficar de fora da energia eólica a sério

PORTUGAL não tem condições geográficas para acompanhar a evolução que a produção eléctrica terá no segmento dos parques eólicos. Em termos objectivos, o grande salto qualitativo que os aerogeradores vão dar será feito nos parques «off-shore». A este nível, a costa portuguesa tem profundidades muito superiores às necessárias e vento muito inferior ao exigido para estes novos parques eólicos.

Enquanto, a curto prazo, a electricidade produzida por cada aerogerador instalado em terra evoluirá de potências máximas de 1000 e 2000 kilowatts, para níveis próximos dos 3500 kilowatts, já a evolução das máquinas destinadas aos «off-shore» passará dos 5000 para 6000 ou 7000 kilowatts, sendo plausível que, no horizonte de 10 anos, a produção unitária possa atingir os 10.000 kilowatts.

Matthias Schubert, administrador-executivo do fabricante luso-franco-alemão REpower (de que a Martifer é accionista), com o pelouro da tecnologia (CTO), admite que a grande aposta desta indústria nas potências eléctricas elevadas é exclusivamente destinada aos parques «off-shore», onde Portugal não é competitivo.

A Norte da Alemanha, na localidade de Brunsbüttel, perto de Hamburgo, a REpower já tem em operação o seu primeiro aerogerador de 5000 kilowatts, cujo rotor é montado no topo de uma torre com mais de 120 metros de altura.

As suas pás varrem uma área equivalente a dois campos de futebol. Ora, dois «moinhos» semelhantes a esse vão ser instalados no mar escocês, a 25 km da costa. Se estas máquinas provarem a fiabilidade garantida, a REpower montará um parque «off-shore» com 200 aerogeradores deste tipo e uma potência total instalada de 1.000.000 de kilowatts (1 GW).

Curiosamente, esta capacidade ultrapassa a da central nuclear de Brunsbüttel, localizada mesmo ao lado do aerogerador de 5000 kilowatts. Esta central nuclear data de 1970, produz 806.000 kilowatts e deverá ser desactivada em breve. Isto quer dizer que a energia eólica já tem uma capacidade de produção equiparada à das centrais nucleares de primeira geração. E até 2010 deverá evoluir para níveis bastante superiores. No fim da próxima década ultrapassará esta fasquia. No entanto, Portugal não constará no «ranking» dos grandes produtores com moinhos eléctricos.

Por: J.F. Palma-Ferreira, Expresso

 

GE instala maior central solar do mundo em Serpa

A General Electric escolheu Portugal para implementar o seu projecto de energia solar. A maior central fotovoltaica do mundo vai ser instalada na zona de Serpa, representando um investimento estimado de 60 milhões de euros), refere a imprensa de sexta-feira.

O projecto que será implantando num terreno de 60 hectares resulta da iniciativa de duas empresas norte- americanas e uma portuguesa.

A GE Energy Financial Services, a PowerLight Corporation e a Catavento Lda asseguram, em comunicado, que a construção da central arranca já no próximo mês, prevendo-se que esteja a funcionar em pleno em Janeiro de 2007.

Com uma potência de 11 megawatts e 52 mil módulos fotovoltaicos, a nova unidade de produção de energia solar vai permitir fornecer electricidade a oito mil lares portugueses e permite poupar mais de 30 mil toneladas anuais de emissões de gases com efeito de estufa, quando comparada com uma produção equivalente a partir de combustíveis fósseis.

A escolha da localização tem a ver com o facto de Serpa, no Alentejo, estar situada numa das áreas de maior exposição solar da Europa e de esta zona dispor de maiores facilidades de ligação à rede nacional de transporte de electricidade.

28-04-2006, Diário Digital

28 abril 2006 

Quase 300 mil toneladas de resíduos aguardam solução

Ricardo David Lopes

Quase 50 anos após o arranque das primeiras centrais nucleares, cerca de 270 mil toneladas de resíduos radioactivos continuam à espera de uma solução definitiva de armazenamento. Alguns países preparam-se para fazer depósitos subterrâneos, solução que terá de estar em prática entre 2010 e 2020. Até lá, os resíduos existentes (que ocupariam uma área semelhante à de um campo de futebol com dez andares) - e os que entretanto serão produzidos, pelo menos 12 mil toneladas por ano - ficarão armazenados provisoriamente em piscinas ou em contentores à superfície.

A construção de depósitos definitivos está a ser equacionada pela Suécia, Finlândia, EUA, França e Rússia, que se ofereceu para armazenar (a troco de pagamento) resíduos de outros. Em 1998, um consórcio de petrolíferas norte-americanas (Pangea Resources) iniciou negociações com o Governo australiano para a construção de um depósito capaz de acolher 80 mil toneladas de resíduos, mas, como o Parlamento inviabilizou a proposta, a intenção está em "banho-maria".

A escolha dos locais é complexa, não só porque em regra as populações não querem "lixo nuclear" no seu subsolo, mas sobretudo porque os depósitos - galerias a 500 ou mais metros de profundidade, acessíveis e monitorizáveis a partir da superfície - têm de ficar "em locais geologicamente estáveis e com pouca circulação de água", sublinha António Fiúza. Segundo o responsável pelo Centro de Investigação Geo-Ambiental e Recursos da Faculdade de Engenharia do Porto, "não há registo de acidentes" ou fugas ligadas aos depósitos provisórios, mas o problema terá de ser resolvido, pois está a acabar o prazo em que os resíduos podem ficar à superfície.

Há dois processos para tratá-los num, o material é reprocessado (caso dos EUA, Suécia ou Finlândia), permitindo que parte seja reutilizada; no outro, tudo é directamente armazenado. Segundo o especialista, actualmente apenas três mil toneladas são reprocessadas por ano, pois o processo "é mais dispendioso". A quantidade de resíduos gerados numa central depende da sua potência eléctrica. Uma antiga, com 1000 MW, por exemplo, precisa de 100 toneladas de urânio, dos quais 1/3 é substituído anualmente. Numa mais moderna (como a que Monteiro de Barros quer fazer, com 1600 MW), as necessidades rondam as 125 toneladas, sendo também um terço substituído anualmente.

Como se tratam os resíduos? Na maior parte dos casos, são postos em piscinas, onde arrefecem cerca de um ano, findo o qual perderam até 90% da radioactividade. Depois, explica Fiúza, são vitrificados e encerrados em contentores de aço inoxidável (as infiltrações de água são um risco, pois pode haver contaminação de aquíferos que abastecem as redes de água).

"Nos contentores, podem ficar cerca de 40 anos, altura em que a radiaoctividade decaiu para 0,1% da original, que ainda é nociva" para a saúde humana. "É por isso que tem de ser encontrada uma solução. Os 40 anos estão a acabar", sublinha. Depois de posto em novos contentores - a colocar nos depósitos definitivos, quando estiverem feitos -, o material ficará depositado cerca de mil anos.

E quem paga a construção destes reservatórios? Nos EUA e a França, por exemplo, a factura eléctrica inclui 0,1 cêntimos e 0,14 cêntimos, respectivamente, por kilowatt-hora consumido. Não há ainda uma solução universal. Em Espanha, o Governo anunciou que até 2020 deverá ser construído um reservatório definitivo, mas ainda se desconhecem os custos e a localização. Se Portugal tiver uma central, terá de pensar também numa solução. No entanto, garante Sampaio Nunes, consultor do projecto de Monteiro de Barros, "97% do material será reciclado".

O armazenamento definitivo é a solução defendida pela Quercus, que alerta, contudo, para os riscos associados ao transporte do material radioactivo das centrais para onde é guardado ou, eventualmente, reprocessado.

270 mil toneladas
Quantidade de resíduos produzida desde o arranque das primeiras centrais nucleares com fins comerciais. Se se pudesse juntar, este material ocuparia uma área semelhante à de um campo de futebol com a altura de um prédio de dez andares. A estes resíduos somam-se os que foram produzidos no âmbito de utilizações militares, sobre os quais não há dados oficiais.

12 mil toneladas
Quantidade produzida anualmente, em média, pelos cerca de 440 reactores existentes. Os mais modernos gastam, em termos relativos, menos urânio para gerar a mesma potência.

0,1 por cento
Quantidade de material radioactivo que resta ao fim de 40 anos de armazenamento de resíduos em depósitos provisórios. Ainda assim, este nível de radioactividade contunua a ser nocivo para a saúde humana.

1000 anos
Período previsto para o armazenamento definitivo dos resíduos, em contentores, colocados em galerias com 500 e mais metros de profundidade. Os locais têm de ser geologicamente estáveis e preferencialmente sem circulação de água, que poderia acelerar a corrosão do material dos contentores, levando à contaminação de aquíferos.

http://jn.sapo.pt/2006/04/22/sociedade_e_vida/quase_mil_toneladas_residuos_aguarda.html

 

Projecto da Bouça concluído

O Conjunto Habitacional da Bouça vai ser inaugurado na próxima terça-feira. Os proprietários das 72 novas casas desenhadas pelo arquitecto Siza Vieira vão iniciar o processo de escritura, pondo um ponto final num projecto que se iniciou no final da década de 70.

Patrícia Gonçalves
Quase três décadas após o arranque do projecto, o Complexo Habitacional da Bouça está, finalmente, concluído. A inauguração, segundo soube o JANEIRO, será feita na próxima terça-feira, dia 25, data da Revolução da Abril, ou não estivesse na génese deste empreendimento o processo SAAL – Serviço de Apoio Ambulatório –, criado nessa época para intervir na área da habitação social, mas cujas brigadas acabaram por ter um fim em 1976.

O projecto inacabado, concebido pelo arquitecto Álvaro Siza Vieira, levou 26 anos a ser reatado e, depois disso, pouco mais de dois anos a ser concluído. Finalmente, congratula-se o presidente da Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (Fenache), Guilherme Vilaverde, “podemos dar início às escritura das 72 novas habitações e proceder à entrega de chaves”. Um processo que, aliás, se iniciará ainda durante esta semana, uma vez que já estão escolhidos os candidatos, e que se prolongará nas próximas. De qualquer das formas, confirmou em declarações ao JANEIRO, “o dia 25 de Abril servirá para assinalar a inauguração do complexo”.A cerimónia terá lugar cerca de quatro meses após a data inicialmente prevista.

Guilherme Vilaverde admitiu uma “pequena derrapagem” nos prazos e nos custos da empreitada, justificando-os com o facto de “ter havido necessidade de fazer algumas alterações nos detalhes construtivos”. Além disso, os trabalhos decorreram num local onde já habitavam 56 famílias e cujos fogos – da primeira fase do projecto – também foram alvos de intervenção. “Nestas condições, é perfeitamente normal haver alguns atrasos”, desvalorizou.

Adaptações
Apesar de obedecer ao princípio arquitectónico de Siza Vieira, o projecto sofreu os ajustes necessários para se adaptar ao século XXI. Os 72 novos fogos construídos de raiz são de tipologia e organização idêntica aos já existentes, em dois duplex, com acesso director do exterior às habitações inferiores e por galerias às superiores. Além disso, não se esqueceu a requalificação das 56 habitações existentes e que, para além da degradação normal do tempo, tiveram de sofrer algumas alterações, fruto do abandono a que estiveram votadas antes de serem ocupadas pelas famílias. O objectivo foi dar as mesmas condições de habitabilidade a todo o complexo.

Diferente é a questão do estacionamento. A partir de agora, as 128 famílias passam a ter direito a lugares de garagem privativo, com arrumos, construídas no subterrâneo. A par da habitação, nasceram também equipamentos sociais e de comércio. Um ATL, um edifício para a sede social da Associação de Águas Férreas e cinco estabelecimentos comerciais: um espaço para café e quatro lojas. Tudo pronto, para uma nova vida na zona da Rua da Boavista.

Custo
Entre 70 a 80 mil eurosA conclusão do Complexo Ha-bitacional da Bouça foi financiada pelo Instituto Nacional de Habitação, tendo o investimento excedido “em cerca de cinco por cento” os seis milhões de euros orçamentados, segundo o presidente da Fenache, Guilherme Vilaverde. Construído no âmbito de uma política de custos controlados, o preço das 72 novas habitações, de acordo com os números avançados pelo responsável em declarações ao JANEIRO, podem variar entre os 70 e os 80 mil euros. Ou seja, ainda em moeda antiga, entre 14 e 16 mil contos. As tipologias podem variar entre um T2 e um T5, mas segundo os valores de venda finais previstos em 2004, um T5 com cerca de 162 metros quadrados poderia chegar aos 123 mil euros. Os novos proprietários sócios da Cooperativa de Habitação e Construção Águas Férreas.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=d19d0de2b4d2be877c5554ab310f7da4

 

Projecto inédito de habitação sustentável nasce em Leça do Balio

Um empreendimento de habitação sustentável está a surgir em Leça do Balio. Trata-se de uma iniciativa inédita em Portugal que nasceu da união de esforços das cooperativas Nortecoope, Sete Bicas e CETA. O projecto foi apresentado no passado sábado.

Eduardo Coelho

O secretário de Estado do Ordenamento do Território e das Cidades, João Ferrão, presidiu, no sábado, à apresentação de um projecto de habitação sustentável. Trata-se de um projecto inédito que está a ser construído em Leça do Balio.

O aproveitamento da água da chuva para abastecimento doméstico e a utilização de painéis solares para reduzir o consumo energético são algumas características desta iniciativa, por muitos considerado como a “habitação do futuro”. Refira-se que os princípios defendidos neste projecto apenas foram publicados em Diário da República do passado dia 4 de Abril.

Refira-se que a iniciativa agora apresentada contou com o apoio técnico da Universidade de Atenas (Grécia) e a Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto, além de instituições de Portugal, França, Dinamarca e Grécia.

Processo
Em nome das cooperativas promotoras, Guilherme Vilaverde recordou que o processo de implantação do projecto que agora está em fase de conclusão não foi uma tarefa fácil, já que sendo um processo novo não foi bem aceite por alguns dos cooperantes.

Durante a sua intervenção, o também presidente da Federação Nacional das Cooperativas de Habitação salientou o papel de todos os envolvidos e em particular o Instituto Nacional de Habitação por este ter baixado em 0,5 por cento a taxa aplicada a este tipo de iniciativas.

Guilherme Pinto salientou o papel desempenhado pelo movimento cooperativo no desenvolvimento do concelho, razão pela qual se torna necessário fazer uma carta com os diversos empreendimentos dispersos pelo concelho.

Quanto às habitações de Leça do Balio, o presidente da câmara salientou a necessidade das mesmas serem acompanhadas com uma nova centralidade e uma requalificação do espaço envolvente.

Incentivos
“Todos os promotores devem cumprir a construção sustentável. A câmara municipal deverá colaborar nesse sentido, nomeadamente através de incentivos e redução de taxas”, concluiu.

João Ferrão referiu, na sua intervenção estarmos perante uma das prioridades do Executivo de José Sócrates, reconhecendo, no entanto, o facto do movimento cooperativo já estar à frente da iniciativa.
“A nossa aposta vai no sentido de aproveitar o próximo Quadro Comunitário de Apoio entre 2007 e 2013 para que este seja um estímulo à construção sustentável”, acrescentou o membro do Governo.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=182be0c5cdcd5072bb1864cdee4d3d6e&subsec=&id=624a725466c870d3c212719e57aa5122

 

Lamego: Serra das Meadas assina protocolo com Parque Biológica de Gaia. Parque vai ser melhorado

O Parque Biológico da Serra das Meadas assinou um protocolo de colaboração com o Parque Biológico de Gaia, intensificando assim as medidas que lhe permitirão obter o licenciamento. Assim, do parque de Gaia espera-se uma colaboração ao nível técnico e científico.

O Parque Biológico da Serra das Meadas, uma área de 50 hectares no concelho de Lamego, vai ser melhorado ao abrigo de um protocolo de colaboração celebrado com o congénere de Gaia.

O presidente da Câmara de Lamego, Francisco Lopes, disse à agência Lusa que o Parque Biológico de Gaia irá colaborar a nível técnico, científico e logístico na criação “das condições necessárias para o licenciamento do parque biológico da Serra das Meadas e definição do seu futuro”. “Tivemos uma inspecção e foram detectadas várias situações que não estavam em conformidade com a lei. Por outro lado, queremos desenvolver um projecto de futuro, sabendo, nomeadamente, a quem se dirigirá”, referiu o autarca, considerando que “se as escolas são elementos importantes em termos de visitas, também o serão outros estratos da população”.

O parque biológico de Gaia, que conta com uma experiência de 25 anos, comprometeu-se a apresentar um projecto no prazo de meio ano, dando depois apoio à execução da obra e colaboração técnica, acrescentou.

Francisco Lopes referiu que os estudos estão orçados em 30 mil euros, mas disse não conseguir fazer uma estimativa do valor dos melhoramentos necessários.

O Parque Biológico da Serra das Meadas abriu em 2001 e, segundo o autarca, “está muito bem arborizado, com floresta autóctone, e tem uma fauna que inclui veados, javalis e aves diversas, nomeadamente de rapina”. No entanto, durante a inspecção que lhe foi realizada foram detectados alguns problemas “ao nível da segurança e saúde dos animais e também dos equipamentos de apoio aos visitantes”, acrescentou. Francisco Lopes explicou à Lusa que o parque terá de passar a ter instalações destinadas aos visitantes, nomeadamente uma sala pedagógica, sanitários e um bar.

Por outro lado “só tem uma construção de apoio à alimentação e maneio dos animais, faltando-lhe, por exemplo, salas de quarentena para o caso do doenças”, acrescentou. Atendendo às características específicas da fauna e flora do parque, o autarca gostaria que este prosseguisse “objectivos pedagógicos” e que quem visita Lamego o incluísse no seu roteiro. Gostaria também de integrar uma rede de parques biológicos para que, por exemplo, “os alunos das escolas de Vila Nova de Gaia ou de Vinhais não fossem apenas visitar os parques das suas terras, mas também o de Lamego”.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=4805b26a2fb0f6f7383b591a72887290

 

Parceiros do Programa Viv’A Baixa participam na reabilitação da primeira obra da SRU

Através do Programa Viv’A Baixa, a Loja da Reabilitação oferece aos interessados na recuperação de prédios degradados situados na Zona de Intervenção Prioritária, uma carteira de prestadores de serviços e de fornecedores de materiais de construção, em condições vantajosas.

Desta forma, o Programa Viv’A Baixa conta com um total de 16 parceiros. São eles: PT Comunicações, Portgás, Marilina (tintas e vernizes), Jansen (caixilharias de aço), Flexilam (estruturas de madeira), Hermética (caixilharias de PVC), HTH (móveis de cozinha), Iberlim (tintas e vernizes anti-graffiti), Tectum (estruturas e componentes para coberturas), Mesquita (madeiras e carpintarias), Metahouse (estruturas metálicas), Roca (peças sanitárias e torneiras), Novinco (sub telha e telhas), Weber (argamassas), Schindler (elevadores) e Vulcano (caldeiras e radiadores).

O primeiro prédio a beneficiar das vantagens oferecidas pelo programa foi precisamente o edifício pertencente à Porto Vivo, SRU, localizado na Rua das Flores e cuja conclusão das obras está prevista para breve.

Quase todos os parceiros foram desafiados a participar activamente na obra, nomeadamente a empresa Schindler com o fornecimento gracioso de um elevador, a Weber com a oferta de colas, vedantes e argamassas, a Portugal Telecom com a instalação e o fornecimento gratuito de equipamento de telecomunicações de última geração, a Portgás que cedeu válvulas de segurança e de corte e, por último, a empresa Marilina que forneceu tintas e vernizes.

O montante destas contribuições em materiais diversos por parte da Schindler, Weber, PT, Portgás e Marilina representa um investimento de cerca de 80 mil euros. Esta primeira obra de reabilitação promovida e inteiramente financiada pela Porto Vivo, SRU pretende mostrar o exemplo, bem como servir de modelo e incentivo para todos os que tenham projectos de reconstrução de edifícios no Centro Histórica e na Baixa Portuense.

2006-02-16

10 abril 2006 

Porto Vivo estuda 11 quarteirões nos Aliados

A Porto Vivo - Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) está a preparar os documentos estratégicos para a reabilitação de 11 quarteirões na zona da Avenida dos Aliados , que integra as praças da Liberdade e de General Humberto Delgado e as ruas do Almada e do Bonjardim.

O único núcleo daquela área de intervenção já com programa definido é o do Palácio das Cardosas. O presidente do Conselho de Administração da SRU, Arlindo Cunha, garante que o levantamento cadastral, económico e social dos Aliados, iniciado no final de Setembro do ano passado, encontra-se concluído. Avança, agora, a execução dos 11 documentos estratégicos para posterior análise e aprovação pela Câmara e pela Assembleia Municipal.

Ainda esta semana, o presidente da autarquia, Rui Rio, promoveu uma reunião com os proprietários dos principais edifícios nos Aliados - são, sobretudo, responsáveis de instituições bancárias e de seguradoras -, em que esteve presente, também, a equipa da SRU. O objectivo foi apresentar as linhas estratégicas de renovação da Baixa e sensibilizar os proprietários para o programa.

Restaurantes e esplanadas
"Há investidores interessados em tomar conta da recuperação de alguns quarteirões nos Aliados e estamos a estabelecer relações com os proprietários para fazer avançar o processo", assinalou, ao JN, Arlindo Cunha, realçando que o eixo Aliados/Mouzinho/Infante é prioritário para a SRU, enquanto sala de visitas da cidade.

Recorde-se que, como noticiou o JN, o Palácio das Cardosas foi adquirido pelo fundo imobiliário Prestige, gerido pela Espírito Santo Activos Financeiros, ao grupo Millennium BCP. A alienação foi acordada em Janeiro, com a ambição de transformar o edifício numa unidade hoteleira de luxo de cinco estrelas (com nove mil metros quadrados e 105 quartos).

Os responsáveis pelo fundo imobiliário Prestige procuram um investidor credível na cidade do Porto para colaborar no projecto de reconversão da totalidade do quarteirão das Cardosas para acolher habitação para a classe média-alta, escritórios e comércio.

A Câmara do Porto e a SRU esperam por novas parcerias e investidores nos Aliados, assinalando a disponibilidade para analisar projectos que contemplem alteração aos usos dos imóveis. Os documentos estratégicos, que a Porto Vivo irá elaborar, também deverão reflectir a aposta na criação de estabelecimentos de restauração e de esplanadas que possam trazer vida à avenida central da cidade do Porto.

http://jn.sapo.pt/2006/04/08/porto/porto_vivo_estuda_quarteiroes_aliado.html

05 abril 2006 

A criar pontes entre cidades de hoje... e de amanhã

As cidades que temos e aquelas que, a avaliar pelos desafios no caminho, teremos que ter, isto se quisermos falar de qualidade de vida, competitividade e sustentabilidade urbana... Eis o mote para, em seminário, abordar outras tantas temáticas (cor)relacionadas, sob o "guarda-chuva" da CIMEIRA DO AMBIENTE, SEGURANÇA E QUALIDADE.

A iniciativa, desenhada pela EXPONOR em colaboração com a Sociedade de Reabilitação Urbana - Porto Vivo, acontece a 19 de Maio (sexta-feira), no Auditório B4 do Centro de Congressos da Feira Internacional do Porto, com as presenças confirmadas de conferencistas como Arlindo Cunha (SRU - Porto Vivo) e Álvaro Costa (Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto), bem como as participações previstas do presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio, e do ministro português do Ambiente, Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Francisco Nunes Correia.

O comentário pertencerá ao vice-presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Valente de Oliveira.

Serão apresentados alguns "case studies" tais como o de Rennes (França), no domínio da mobilidade, Bilbau (Espanha), como exemplo de transformação de uma cidade através da exploração de um equipamento cultural de referência, e Estocolmo (Suécia), ao nível do ambiente.

 

Três milhões no metro em Março

O metro do Porto ultrapassou, pela primeira vez, os três milhões de validações num mês. Em Março passado, as quatro linhas da rede já em funcionamento tiveram 3,067 milhões de clientes, o que representa um crescimento de 20% no número de validações face a Fevereiro e de 200% em relação a Março do ano passado.

O recorde de afluência mensal reflecte, sobretudo, a entrada em operação do novo troço da Linha Vermelha (Pedras Rubras/Trofa), uma vez que as ligações Fórum da Maia/ISMAI e Pólo Universitário/S. João só abriram no último dia do mês passado. Ou seja, é natural que, acrescentando as validações nestes dois novos troços, o recorde possa ser batido, de novo, durante o corrente mês.

De acordo com a Empresa do Metro, a média de validações em dias úteis, no mês passado, cifrou-se nas 117 210. O dia de maior procura foi 22 de Março (141 mil validações), quando se realizou o F. C. Porto-Sporting.

O trajecto mais procurado do metro (cuja velocidade comercial média é de 25,1 km/hora) é o troço comum a três das quatro linhas Estádio do Dragão/Senhora da Hora (50,2% das validações). Seguem-se a Linha Amarela (30,8%), a Azul (8,8%), a Vermelha (4,9%) e a Verde (4,3%).

http://jn.sapo.pt/2006/04/04/porto/tres_milhoes_metro_marco.html

04 abril 2006 

QUERCUS toma pulso à ecoconstrução


A QUERCUS (Norte) é uma das muitas entidades que dinamizam os eventos complementares à Cimeira do ASQ. A Associação Nacional de Conservação da Natureza dedicará todo o dia 20 de Maio (sábado) às temáticas relacionadas com o conceito de ecoconstrução, numa jornada de apresentações e debate que iniciar-se-á às 9:00 horas e terminará por volta das 17:30, no Auditório A4 do Centro de Congressos da EXPONOR.

O projecto Eco-casa, o programa Lisboa E-nova, a arquitectura sustentável, os materiais de construção ecológicos, o programa P3E/eficiência energética de edifícios, a reciclagem de materiais de construção, os edifícios saudáveis e os resíduos de construção e demolição são os assuntos em carteira.

Pela tribuna passarão especialistas como Aline Delgado (Quercus), Livia Tirone (Lisboa E-nova), Fernanda Seixas, Vasco Dias (Biohabitat), Paulo Rodrigues (Lipor), Ricardo Sá (Edifícios Saudáveis - Consultores), Jorge Brito (Instituto Superior Técnico) e Hélder Spínola (Quercus).

O seminário arranca às 9:30 horas e tem a sessão de encerramento marcada para as 16 horas.

 

Plano da Agenda 21 Local implementado

A Câmara Municipal de S. João da Madeira renovou o protocolo de colaboração com a Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica Portuguesa (ESB) para a fase de implementação do Plano de Acção da Agenda 21 Local.

A ESB esteve representada pelo Grupo de Estudos Ambientais (GEA) e será responsável pelo acompanhamento técnico do projecto. Este projecto que se iniciou em Janeiro de 2003, encontra-se na fase de implementação de um conjunto de acções incluídas nos Planos de Acção apresentados publicamente em Julho de 2004, na sequência de um processo de preparação amplamente participado pelos são-joanenses e por várias entidades representativas da sociedade civil, desde associações culturais, desportivas, escolas até entidades do meio empresarial.

Reuniões
Na sequência do novo protocolo, serão realizadas reuniões do Grupo Coordenador e do Fórum Participativo, prestado apoio às iniciativas de comemoração do Dia da Terra (nos últimos dois anos comemorado a 22 de Abril, sendo que neste ano a iniciativa passará a Semana da Terra) e da Cidade no Jardim, iniciativa que decorrerá em Junho, à semelhança dos anos anteriores.

GEA Mais funções
O GEA prestará ainda assessoria técnica à autarquia na implementação de várias medidas de melhoria da gestão de resíduos, nomeadamente na revisão do actual regulamento municipal de resíduos e limpeza urbana e na implementação da recolha selectiva porta-a-porta.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=bbf6b4c3739b4fe3e4ecf968c7fab06e

 

Números verdes...

Entre 2000 e 2004, os eventos reunidos em torno da feira PORTUGAL AMBIENTE (bienal) trouxeram ao recinto de feiras da EXPONOR um global de 1.215 empresas expositoras e marcas representadas e receberam um total de 22.643 visitas.

Feito o balanço de três edições, a PORTUGAL AMBIENTE congregou uma média de 405 expositores (directos e indirectos) e 7.548 visitas por certame.

De forma a aproveitar sinergias existentes, este ano foi decidido juntar à feira PORTUGAL AMBIENTE, mais três certames - INTERSEGURANÇA, INTERMUNICIPAL e QUALIDADE - denominando-se o seu conjunto por CIMEIRA DO AMBIENTE, SEGURANÇA E QUALIDADE ou simplesmente CIMEIRA-ASQ.

 

Agricultura biológica a caminho

Berta Carvalho

A Câmara Municipal da Póvoa de Lanhoso já está a preparar as terras para agricultura biológica, numa área localizada no exterior ao Centro de Interpretação da Bioeconomia, na freguesia de Calvos.

Trata-se de uma medida no âmbito do projecto comunitário Biologic@ - Uma Perspectiva Bioeconomica do Futuro, que visa o desenvolvimento da bioeconomia no concelho.

Segundo fonte da autarquia, a conversão desta área, com cerca de 3,10 hectares, surge como "estímulo", sendo a primeira a ser convertida para agricultura biológica na Póvoa de Lanhoso, fruto do Biologic@, mas em curso já estão trabalhos idênticos desenvolvidos pelos promotores privados que aderiram ao projecto.

De acordo com a mesma fonte, aquele projecto insere-se na especificação do Centro de Interpretação da Bioeconomia, para responder aos objectivos do projecto Biologic@, que tem a Póvoa de Lanhoso como chefe-de-fila a sensibilização para o modo de produção biológico, tendo como público-alvo a população escolar do concelho, os produtores agrícolas, os turistas e o público em geral.

Em breve, aquela nova valência do Centro de Interpretação, onde já funcionam os serviços de apoio técnico na componente de Bioagricultura, terá um espaço de hortas pedagógicas sob responsabilidade das escolas, espaço para culturas de plantas aromáticas e medicinais, para a produção de chás biológicos, um pomar e uma zona para pequenos frutos.

O Centro de Interpretação contará, ainda, com um bar apenas com produtos biológicos, provenientes da área exterior, assim como dos produtores aderentes, para consumo dos visitantes daquele espaço alternativo.

http://jn.sapo.pt/2006/04/03/minho/agricultura_biologica_a_caminho.html

 

Green.tv: PNUA Lança Primeiro Canal de Banda Larga Dedicado ao Ambiente

O Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA) lançou o primeiro canal de televisão do mundo de banda larga dedicado ao ambiente. O "green.tv" vai concentrar-se em temas que vão das alterações climáticas a histórias de crianças sobre a vida selvagem.

O canal de televisão na Internet pode ser consultado em http://www.green.tv/ e disponibiliza filmes de todo o mundo produzidos por organizações não governamentais, por realizadores desconhecidos, por organismos públicos e empresas com interesses comprovados na protecção do ambiente.

«O green.tv é um projecto verdadeiramente inovador que influenciará, sem dúvida, o campo da realização de filmes sobre o ambiente e da investigação ambiental», disse o director da Divisão de Comunicações e Informação ao Público do PNUA, Eric Falt. «O green.tv tem o potencial de se tornar um ponto de referência de banda larga neste campo».

O projecto disponibiliza sete canais que cobrem: ar, terra, água, alterações climáticas, pessoas, espécies e tecnologias. Combinará estas áreas com os melhores elementos da Internet, proporcionando acesso a salas de conversa online e a vídeos.

Fonte: Organização das Nações Unidas

 

Cimeira com blogue

A CIMEIRA do AMBIENTE, SEGURANÇA e QUALIDADE, evento que agrupa os certames PORTUGAL AMBIENTE, INTERMUNICIPAL, INTERSEGURANÇA e QUALIDADE, conta desde há alguns dias com um blogue, que pode ser acedido em http://cimeira-asq.blogspot.com/.

Intitulado "CIMEIRA-ASQ", o blogue versa temas relacionados com o Ambiente, o Ordenamento do Território, a Segurança e a Qualidade.

O destaque principal é dado às grandes notícias dos sectores presentes no certame que decorrerá na EXPONOR entre os dias 18 e 20 de Maio, intercaladas com informações específicas das feiras. Incluem-se, ainda, ligações a blogues e sítios da Internet relevantes para quem se interessa por estes assuntos.

03 abril 2006 

Delibes: 'Si la extinción sigue a este ritmo, en 2050 se perderá la mitad de la biodiversidad'

VALENCIA.- Miguel Delibes, profesor de investigación del Consejo Superior de Investigaciones Científicas (CSIC), ha asegurado que "si la extinción de especies continúa a este ritmo, en 2050 se habrá perdido la mitad de la biodiversidad que existe en la actualidad".

El investigador explicó, a través de un comunicado, que "la causa de fondo de la extinción presente es la competencia que ejerce nuestra especie sobre las restantes a la hora de utilizar los limitados recursos del planeta Tierra".

Miguel Delibes interviene con la conferencia '¿Por qué debemos conservar la naturaleza?' en el Jardín Botánico de Valencia en el ciclo 'Biodiversidad y Conservación en el siglo XXI', organizado por la Fundación BBVA y el CSIC

Su objetivo es dar a conocer a la sociedad las amenazas a las que se enfrenta la biodiversidad y las medidas que se están adoptando para paliar esta grave crisis. Miguel Delibes defenderá en su charla "la necesidad de una conservación activa del medio ambiente".

Para este científico "conservar la naturaleza no es un capricho, ni tampoco (con serlo) una mera obligación ética, sino una necesidad para la especie humana". Delibes considera que la biodiversidad debe de ser entendida como un patrimonio o propiedad colectiva que, como tal, debe ser estudiada científicamente, utilizada racionalmente y conservada.

En lo que respecta al uso de los recursos que proporciona la biodiversidad, destaca cuatro aspectos principales: el consumo directo (caza y pesca), la utilización de productos derivados (medicinas y pesticidas), el valor de amenidad y la importancia de los servicios ecosistémicos (agua, luz y calor). La caza de animales silvestres aún aporta gran parte de las proteínas animales consumidas en muchos países en desarrollo (hasta el 75% en Zaire, por ejemplo). En Nepal, más del 90% del combustible doméstico está formado por leña y excrementos secos de animales.

Por otra parte, casi la mitad de los medicamentos que se utilizan regularmente en los países occidentales tienen su origen en productos naturales, y los 20 fármacos más vendidos en Estados Unidos se han obtenido originalmente de especies silvestres. Respecto al valor de amenidad, hace unos años se estimó que cada león del Amboseli, en Kenya, aportaba al país 27.000 dólares por año en renta turística; en este sentido, destaca también que 77 millones de habitantes de Estados Unidos mayores de 16 años cazan, pescan o salen al campo cada año a observar y fotografiar animales, invirtiendo en ello más de cien mil millones de dólares.

En cuanto a los servicios ecosistémicos, que hacen que la biosfera sea amigable para nuestra especie (regulando los gases atmosféricos y el clima, amortiguando las perturbaciones, controlando la erosión, fertilizando el suelo), su valor alcanza una cifra estimada entre el doble y el triple del producto global bruto.

Miguel Delibes pone de manifiesto la crisis actual de la biodiversidad, con tasas de extinción seguramente comparables a las de algunas de las grandes crisis del pasado remoto. Se ha estimado que entre diez mil y cincuenta mil especies se extinguen cada año en la actualidad, y Edward O. Wilson ha sugerido que, de seguir la extinción a este ritmo, a mediados de siglo se habrá perdido la mitad de la biodiversidad existente.

http://www.elmundo.es/elmundo/2006/04/03/ciencia/1144053774.html

 

Renovação do Bom Jesus

Magalhães Costa

A Casa das Estampas/Museu, a par da remodelação - já em curso - do elevador, constituem as últimas intervenções do projecto de reabilitação da estância turístico-religiosa do Bom Jesus, cujo investimento ascende a cerca de 16 milhões de euros, 7,6 milhões dos quais financiados ao abrigo do Projecto Integrado de Turismo Regional (Piter). As obras consideradas "de vulto", que duram há três anos, estarão concluídas em Junho, segundo previsão da Confraria do Bom Jesus.

Entre as principais intervenções de natureza pública já realizadas, conta-se a recuperação de todo o "percurso sagrado" do Bom Jesus, com a beneficiação de matas e jardins, iluminação geral, sinalética, vedações e entradas. De acordo com o cónego Cândido Pedrosa, em causa esteve a reabilitação de toda a zona envolvente entre o lago e a Mãe d´Água Lago, tendo em vista a "disciplina" de todo o espaço público até agora usufruído pelos turistas. "A estância do Bom Jesus apresenta-se, agora, mais renovada e mais atractiva para os visitantes, já que foram implementados alguns equipamentos para melhor acolhimento das pessoas, desde a renovação de passeios até ás áreas de lazer", disse o responsável da Confraria do Bom Jesus.

O projecto insere-se na lógica de reforçar "o brilho" do património da Igreja, alusão feita pelo arcebispo-primaz de Braga, D.Jorge Ortiga, reconhecendo a "acelerada degradação" que marcou, na última década, a estância do Bom Jesus.

A par daquelas obras, o cónego Cândido Pedrosa destacou os trabalhos de âmbito privado, ou seja, a recuperação dos dois hotéis, "Sul Americano" e "Lago", que irão reforçar, a curto prazo, a oferta hoteleira do Bom Jesus em cerca de 100 camas. O projecto de reabilitação do Bom Jesus contempla, ainda, a construção de uma piscina, dois campos de ténis e três parques infantis, além da recuperação da antiga Casa de Chá e a sua transformação num Centro de Congressos. Para o cónego Cândido Pedrosa, todos os equipamentos de animação turístico-cultural e religiosa deverão estar concluídos até ao início do Verão.

http://jn.sapo.pt/2006/04/02/minho/renovacao_bom_jesus.html

 

Alunos da ESAD ajudam a qualificar Parque de Real

Joana Felizes

Arrancou, ontem, um projecto de colaboração entre a Câmara Municipal de Matosinhos e a Escola Superior de Arte e Design (ESAD) para a qualificação do Parque Urbano de Real. O ponto de partida para esta parceria foi uma conferência dos arquitectos Manuel Graças Dias e Maurizio Vogliazzo sobre "Espaços de Proximidade - Intervir no Parque Urbano de Real".

O referido espaço foi já intervencionado, estando o projecto apenas concluído a um terço daquilo que se prevê. Com a colaboração com a ESAD, pretende-se que o parque, que está já em crescimento, seja potenciado.

Durante a tarde de ontem, os alunos envolvidos na parceria foram ao local, para fazer o reconhecimento do terreno. O arquitecto responsável pela orientação do projecto é o italiano Maurizzio Vogliazzo, que colaborou anteriormente com a ESAD na intervenção no jardim das Sete Bicas, na Senhora da Hora.

Os grupos de trabalho serão nove, tendo cada um deles cinco estudantes da ESAD. Paralelamente, alguns alunos de Maurizzio Vogliazzo da Faculdade de Milão também vão trabalhar no projecto. No final de Maio será apresentada a proposta final.

Para Manuel Graça Dias, "é necessário que o parque tenha algum equipamento ligeiro que possa atrair um grande número de pessoas, de todos os escalões etários". Outra questão que o arquitecto considera fundamental é a existência "de percursos confortáveis e rápidos para aqueles que quiserem atravessar o parque".

O responsável pela orientação do projecto considera que "se trata de transformar um terreno muito interessante num organismo efectivamente vital para o funcionamento urbano". Para Maurizio Vogliazzo, "a palavra-chave é encontrar a identidade precisa do parque, de forma a dar conforto quotidiano aos cidadãos".

http://jn.sapo.pt/2006/03/31/porto/alunos_esad_ajudam_a_qualificar_parq.html

30 março 2006 

Aeroporto concluído em Junho

Seis anos após o seu início, as obras de melhoramento do Aeroporto Sá Carneiro chegam ao fim. A conclusão dos trabalhos é apontada para Junho. Um programa de investimento de 400 milhões de euros aplicado com o objectivo estratégico de cativar a Galiza.

Ricardo Patrício

Os trabalhos de requalificação do Aeroporto Sá Carneiro vão ficar concluídos na sua totalidade durante o mês de Junho. Antes, já no dia 17 de Abril, será dada como finda a estação de metro do aeroporto e a área destinada aos inadmissíveis e exilados. Os anúncios foram feitos por Guilhermino Rodrigues, presidente do conselho de administração da ANA – Aeroportos de Portugal, ontem, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, dia em que foi inaugurada a zona Norte de chegadas de passageiros, com três carrosséis de transporte de bagagem. “A ANA empreendeu um programa de investimento de 400 milhões de euros, num esforço canalizado para este aeroporto [Sá Carneiro] com o objectivo estratégico de afirmá-lo como referência na região do Noroeste peninsular”, disse Guilhermino Rodrigues.

As obras de modernização do aeroporto têm por fim dobrar de três para seis milhões de passageiros/ano a capacidade de processamento, num prazo máximo de uma década.

A primeira etapa das obras de requalificação do Aeroporto Francisco Sá Carneiro – a área reservada às partidas, com quatro novas «ilhas» de balcões de ‘check-in’, aumentando de 25 para 60 – foi inaugurada apenas em 15 de Outubro do ano passado, pese embora os trabalhos tivessem arrancado em 2000 com o objectivo de as concluir a tempo do Euro 2004. O projecto contempla, igualmente, o aumento do espaço de parqueamento de aeronaves, de 18 para 34, e o alcance de um limite de passageiros na ordem dos 12 milhões, o que implicará a gestão de 44 aviões em hora de maior tráfego.

Em 16 de Dezembro último, foi aberta também a zona Norte de embarque para voos de alta rotatividade. Até ao Verão, terminam também todas as obras na área Sul de chegadas, altura em que serão instalados mais quatro carrosséis para bagagens.

Noroeste peninsular
A ANA pretende com esta estratégia concorrer com os três aeroportos da Galiza – Vigo, Santiago de Compostela e Corunha – tanto nos destinos como no número de passageiros. “Esta estratégia decorre também de verificarmos que o volume de tráfego deste aeroporto é superior aos três aeroportos concorrentes”, indicou Guilhermino Rodrigues. “A área de influência do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, a uma hora e meia de distância, é de 4,2 milhões de pessoas, das quais 25 por cento são da Galiza, representando, portanto, um universo de cerca de um milhão, o que leva a concluir que há aqui potencialidades possíveis de serem aproveitadas”, acrescentou o presidente do conselho de administração da ANA – Aeroportos de Portugal.

Segundo as contas da ANA – Aeroportos de Portugal, no ano passado, o fluxo de galelos no Aeroporto Francisco Sá Carneiro rondou os 100 mil, sendo estimada uma taxa de crescimento de 10 por cento/ano. O esforço de captação de passageiros oriundos da Galiza depende, na perspectiva da empresa, da diversidade das ligações oferecidas e de propostas “sedutoras” como a redução da tarifa de parqueamento automóvel. A partir daí será idealizado um plano de marketing para reforçar a posição.

Enquadrada na mesma lógica de actuação, a ANA quer, ainda este ano, construir um centro de logística para carga aérea, num investimento de 10 milhões de euros.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=de8302a16f37af01bc007f51e5b3c9de

28 março 2006 

Ponte pedonal une ribeiras

A Câmara de Gaia deu o pontapé de saída para uma nova ponte pedonal entre as ribeiras de Gaia e Porto com a encomenda do projecto a Adão da Fonseca. Engenheiro apresentou a obra, avaliada em 10,5 milhões de euros, numa cerimónia marcada pela ausência da Câmara do Porto.

Ana Magalhães

Dentro de um mês a Câmara de Gaia e a do Porto vão protocolar a construção de uma nova ponte pedonal sobre o Rio Douro entre as duas ribeiras. O anúncio foi feito ontem pelo vereador das Obras Públicas de Gaia, Firmino Pereira, durante a apresentação pública do projecto da autoria do engenheiro Adão da Fonseca. Apesar de a Câmara do Porto não estar representada, o autarca avançou que Rui Rio teve conhecimento esta semana do projecto e considerou ser uma obra “muito interessante”. Orçada em 10,5 milhões de euros, a construção da ponte é justificada por Firmino Pereira pela importância turística e económica que terá.“É uma promessa com muitos anos, é altura de dar o pontapé de saída”, comentou o vereador das Obras Públicas, confiante que este novo projecto não será sujeito a tantas críticas pejorativas como o projecto anterior do mesmo autor. Para ultrapassar a proximidade em relação à Ponte D. Luís, um dos ataques feitos no passado já que essa ponte pode ser atravessada por peões, Adão da Fonseca alargou a distância de 11 metros para 500 metros e pensou numa ligação entre a Praça da Ribeira, do lado do Porto, e o meio da Avenida Diogo Leite, do lado de Gaia. De Gaia o acesso será feito por uma rampa com quatro por cento de inclinação e do Porto por uma rampa com dez por cento de inclinação ou através de um elevador.

O engenheiro assume também a intenção de diluir a estrutura na paisagem e apresenta “uma ponte transparente, típica das pontes suspensas”. Em vez do uso predominante do ferro como na Ponte D. Luís, esta terá cabos verticais muito finos que tendem a desaparecer na paisagem. “É uma ponte muito grande que no entanto parece pequena no cenário onde é colocada”, resumiu.

Segundo o projecto de Adão da Fonseca, a ponte terá um só pilar do lado de Gaia, onde ganha uma curva e permite a circulação de mais pessoas, e liga as duas margens numa zona onde o rio Douro tem 250 metros de largura. Para explicar a altura da obra, o engenheiro compara o tabuleiro inferior ao da Ponte D. Luís e o único pilar ao tabuleiro superior, 62 metros acima do nível das águas. “É uma ponte do princípio deste século pelos materiais a usar e pelas capacidades de cálculo e construtivas”, adiantou, reconhecendo que houve coragem para ir mais além da experiência adquirida.

Se houver entendimento sobre o projecto, reconhecido já como um trabalho excelente pelo arquitecto Álvaro Siza, o engenheiro estima que seja necessário um ano para a realização de estudos técnicos e dois anos para a construção da ponte. Adão da Fonseca prevê que a ponte seja muito sensível ao tempo nomeadamente ao vento e, ainda que seja segura, justifica a necessidade da elaboração de estudos experimentais.

Duas autarquias
Financiamento
Apesar de o estudo prévio encomendado a Adão da Fonseca, avaliado em 100 mil euros, ter sido suportado integralmente pela Câmara de Gaia, Firmino Pereira avançou que a intenção é que as duas autarquias envolvidas dividam em 50 por cento o custo da obra. “Dá cinco milhões de euros para cada lado, um valor insignificante face à utilidade da ponte”, comentou. O autarca disse ainda ter confiança que o projecto possa ser inscrito no IV Quadro Comunitário de Apoio, reduzindo assim o esforço do investimento público. O vereador não hesitou mesmo em dizer que ontem foi um “dia histórico” para o município pela apresentação do projecto de Adão da Fonseca, encomendado há quatro meses pela Câmara de Gaia.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=89c4cbe8be556b6e7074ccc4edfbf02d

 

China lança roupa ecológica de milho e bambu

Investigadores chineses conseguiram desenvolver uma nova tecnologia para confeccionar roupa «ecológica» através de uma mistura de fibra de milho e de bambu, informou a agência noticiosa estatal Xinhua. Este material permite tecer peças de vestuário “cómodas e suaves que não se amarrotam com facilidade”, explicou Liu Junhong, presidente da empresa que desenvolveu a técnica, sedeada na província oriental de Jiangsu. A empresa prevê converter quatro mil toneladas de milho em fibra este ano e lançar uma campanha de publicidade para promover estas peças, acrescentou. Há cerca de dez anos, cientistas americanos conseguiram produzir uma fibra de milho, chamada polilactida, um material amplamente difundido no mercado americano e cuja introdução na Europa se verificou recentemente. Face a outras matérias como o poliéster ou o nylon, esta fibra tinge-se com facilidade, é pouco inflamável e apresenta uma grande resistência aos raios ultravioletas e às repetidas lavagens.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=c74d97b01eae257e44aa9d5bade97baf&subsec=&id=3945c2619a6a3cb998c282d13665f1cc

 

História e modernidade

As paredes que um dia abrigaram o Convento de Monchique; depois, a Fábrica de Cerâmica de Massarelos; e, finalmente, a primeira refinaria da RAR que, mais tarde, se transformou num verdadeiro baluarte das indústria nortenha e nacional estão a ser recuperadas para que o miolo urbano que vai da Rua da Restauração ao Cais das Pedras seja, a curto prazo, um empreendimento imobiliário de qualidade.

Alfredo Cunha

Trata-se de uma obra que acrescenta mais alguns créditos à defesa da teoria de que as cidades são organismos vivos que não morrem desde que saibamos todos nós aproveitar as propostas que casem, com harmonia, a história com a modernidade.

Foi no JN (1992) que saiu a primeira notícia que dava a conhecer à cidade as intenções da RAR. Os elementos para a sua elaboração foram-me confiados pelo dr. Folhadela Moreira e ainda me recordo a gentileza com que aquele cavalheiro da indústria portuense me recebeu na sede da empresa, à Foz do Douro.

No decorrer do nosso encontro foi bem visível a sua intenção de deixar claro que o objectivo da RAR não era fazer um qualquer empreendimento imobiliário, antes algo que contribuísse para a revitalização de um zona da cidade que se encontrava em avassaladora marcha de degradação.

De facto, ainda não tinha passado pela marginal do Douro a onda de renovação que, a reboque da Cimeira Ibero-Americana, deu origem, por exemplo, à construção do viaduto do Cais das Pedras, retirando das cercanias dos prédios o tráfego rodoviário, uma autêntica ameaça à integridade física de quem tinha de circular por aquelas bandas.

Por seu turno, nem de perto nem de longe se suspeitaria, no início da década de 90 do século passado, que seria possível, no âmbito da Porto 2001, levar a cabo a revitalização da Rua da Restauração.

Eram, portanto, justificadas as preocupações de Folhadela Moreira. O local foi um dos primeiros palcos da expansão da cidade para lá da Porta Nobre verificada em 1374 e, na zona de intervenção agora iniciada, já se registava, em 1535, a presença do Convento de Monchique, anunciando o rompimento definitivo do crescimento urbano para lá das muralhas ditas fernandinas.

Mais ainda pode ler-se na Memória Descritiva do Estudo Prévio de Arquitectura entregue à Câmara do Porto e confiada ao CRUARB/CH para uma primeira apreciação que a zona foi ainda marcada na segunda metade do século XVIII por José Pinto da Cunha Pimentel, 10º Senhor da Casa da Praça, quando deu início à construção no mesmo local da Casa do Cais Novo cujos armazéns anexos se transformariam em depósito dos vinhos do Alto Douro pertencentes à companhia criada pelo Marquês de Pombal em 1757.

Trata-se, portanto, de um momento significativo para a História do Vinho do Porto pois, contrariamente ao que a tradição defende, é com a cidade e não com Vila Nova de Gaia que a Companhia dos Vinhos do Alto Douro estabelece a sua primeira relação de interesses - e de tal ordem assim é que está justificado o interesse de Manuela de Melo, então vereadora do Pelouro da Animação da Cidade, em criar junto ao edifício da Guarda Fiscal um museu que ilustra a história da comercialização daquele néctar no contexto nacional e internacional.

Neste espaço que vai da Rua da Restauração ao Cais das Pedras até a ficção tem lugar, bastando-nos para tanto recordar que foi a uma das janelas do Convento de Monchique, onde recolhera, que Teresa se despediu de Simão quando este seguia no veleiro, rio abaixo, a caminho do degredo.

Claro que estamos a falar de "Amor de Perdição", o imortal romance de Camilo Castelo Branco. Dessa imensa paixão não foram encontrados vestígios durante a campanha arqueológica levada a cabo no local...

Apenas foram recolhidos milhares de fragmentos deixados pela Fábrica de Cerâmica de Massarelos...

http://jn.sapo.pt/2006/03/27/porto/historia_e_modernidade.html

27 março 2006 

Primeira obra da Porto Vivo, SRU em fase de conclusão

Está em fase de conclusão a primeira obra de reabilitação promovida pela Porto Vivo, SRU. O prédio intervencionado é propriedade da sociedade, estando situado no número 150 da Rua das Flores.

As obras começaram no início do mês de Junho de 2005, estando prevista a conclusão das mesmas no final do mês de Março deste ano.

O edifício sofreu obras complexas e profundas de reabilitação, resultantes de uma estrutura altamente degradada e desadequada às exigências das construções modernas e actuais. O prédio é constituído por um total de 6 andares, no entanto apenas o primeiro, segundo e terceiro andar se destinam a habitação, sendo que os 3 restantes, sub-cave, cave e rés-do-chão, terão como finalidade a instalação de um espaço destinado ao comércio.

O acesso ao prédio é feito pelo número 150 e 160 da Rua das Flores, cada andar terá dois apartamentos com tipologia T2, de aproximadamente 100 metros quadrados cada, representando um total de 6 espaços para habitação. A superfície comercial é composta por 3 pisos, numa área total de 650 metros quadrados.

O edifício da Porto Vivo, SRU foi dotado de um projecto tecnologicamente avançado, uma vez que a parceria com a PT Comunicações (Parceiro do Programa Viv’A Baixa) permitiu modificar o plano aprovado inicialmente, introduzindo o projecto ITED (Infra-estruturas de Telecomunicações em Edifícios), obrigatório nos novos edifícios. Este projecto de telecomunicações irá permitir a colocação de uma rede Wireless em cada fracção do prédio.

As fundações foram equipadas com uma estrutura anti-sismica, de forma a responder às actuais exigências construtivas. A construção das lajes permitiu manter as características técnicas do edifício. A fachada foi recuperada e representa uma réplica fiel da que existia antes das obras de reabilitação mantendo-se o grafismo com a designação “Papelaria Reis”, no entanto foram introduzidos elementos de maior modernidade no piso recuado (3.º andar).

Alguns dos parceiros do Programa Viv’A Baixa, promovido pela Loja da Reabilitação, participaram na recuperação deste edifício, que será, certamente, o primeiro de muitos edifícios reabilitados pela Porto Vivo, SRU.

http://www.portovivosru.pt/verNoticia.php?noticia=109

 

Governo avança com Informação Predial Única

Base cadastral permitirá conhecer titularidade de todas as propriedades do país

Luísa Pinto

O Governo pretende criar uma base cadastral de todo o território nacional que permita aos cidadãos e à administração pública ter conhecimento dos limites e da titularidade de todas as propriedades do país, sejam elas urbanas ou rurais. E ontem deu o primeiro passo para esse objectivo, através de uma resolução de Conselho de Ministros, na qual cria um Sistema Nacional de Exploração e Gestão de Informação Cadastral - Sinergic.

De acordo com a resolução, o objectivo principal deste sistema "é estabelecer a Informação Predial Única, de modo a assegurar a identificação unívoca dos prédios, urbanos e rústicos, mediante a utilização de um número único de identificação do prédio comum a toda a administração pública". Será também no âmbito deste Sinergic que será criado um cadastro da área florestal.

A ideia é criar uma "linguagem" única e um sistema de informação universal que permita uma gestão uniforme e informática de todos os conteúdos cadastrais, de forma a possibilitar a utilização generalizada do sistema pela administração pública - e dessa forma aumentar a eficiência dos serviços prestados -, ao mesmo tempo que garanta a privacidade e segurança dos dados. O organismo que vai coordenar este trabalho - que envolve uma equipa multiministerial - é a autoridade de cartografia nacional: o Instituto Geográfico Português (IGP). Sob a tutela do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território, este instituto terá a preocupação de integrar o registo predial num suporte conjunto, assegurando que a descrição da localização e dos limites de um prédio é acompanhada de um suporte gráfico.

Com várias entidades envolvidas neste projecto - que passam pelos diversos organismos tutelados pelos ministérios da Justiça, Agricultura, Finanças e Ambiente, e pela Secretaria de Estado da Administração Local -, a prioridade é garantir a compatibilidade dos sistemas informáticos utilizados por cada um deles. A preocupação para que possa evoluir para uma plataforma tecnológica dirigida aos cidadãos e permitir a igualdade de acesso à informação dos detentores de direito sobre a propriedade é também mencionada na resolução do Conselho de Ministros.

Um fonte do Ministério do Ambiente, que tutela o IGP, afirmou ao PÚBLICO que esta será também a oportunidade de concluir o levantamento cadastral do território nacional, uma vez que não existe informação sobre muitos terrenos.

Cadastro da Floresta em três anos
No âmbito do Sinergic, vai ser criado um sub-projecto para que, dentro de três anos, exista um Cadastro das Áreas de Floresta. A intenção é delimitar, em plantas cadastrais específicas, todas as áreas públicas e comunitárias em que exista floresta, bem como todas as áreas integradas em Zonas de Intervenção Florestal. Esta informação vai permitir conhecer melhor o território e, nessa perspectiva, dar mais eficácia ao Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, que foi também ontem aprovado no Conselho de Ministros.

Fonte: PÚBLICO, Sexta, 24 de Março de 2006

22 março 2006 

Chuvas afastam cenários mais pessimistas de seca em Portugal

A chuva caída nos últimos meses em Portugal mantém-se, pelo terceiro ano consecutivo, abaixo da média. Ainda assim, inspira uma posição oficial optimista e o Governo acredita que este ano será melhor do que 2005 e que está distante o cenário de preocupação que existia há um ano. Apesar disso, os ambientalistas contestam falta de medidas estruturais para os problemas recorrentes com a água.

Por Ricardo Garcia

Portugal não poderia ter tido motivo mais adequado para celebrar, hoje, o Dia Mundial da Água: chuva. Não tem sido tanta que chegue a superar a de um ano médio, mas é suficiente para deixar o país respirar, depois da sufocante seca de 2005.

Choveu muito em Outubro e Novembro. E Março, até agora húmido, promete mais chuva. O saldo actual deste ano hidrológico ainda está abaixo da média. A precipitação acumulada em Portugal continental, desde Outubro de 2005 até ao início desta semana, corresponde a 75 por cento da média para o mesmo período.

Mas é um desvio modesto, a que provavelmente ninguém daria muita atenção, não fosse a seca do ano passado. Além disso, depois de um ano extremamente gravoso, um ano próximo da média só pode melhorar a situação.Os dados meteorológicos inspiram uma posição oficial optimista. "A situação está francamente melhor. Estamos longe de um cenário de preocupação como o que havia no ano passado", diz o secretário de Estado do Ambiente, Humberto Rosa.

Mas o ano hidrológico ainda vai a meio. E os seis meses que já passaram concentram, normalmente, três quartos da chuva que cai ao longo do ano. "Devemos estar preparados, o que vem agora são meses tradicionalmente secos", avisa Fátima Espírito Santo, do Instituto de Meteorologia. Além disso, Portugal vai no terceiro ano consecutivo com chuva abaixo da média. Dados do Instituto de Meteorologia mostram que, na maior parte do país, a quantidade de precipitação que caiu desde Outubro de 2004 orbita em torno dos 60 por cento do que seria de se esperar em 18 meses médios (ver mapa). Em alguns pontos, a precipitação acumulada está abaixo dos 50 por cento.

Algumas melhorias na agricultura
Estes dados não são, porém, de leitura linear. Para a agricultura, onde o que conta não é só o quanto chove, mas também quando, a precipitação dos últimos seis meses já tem ajudado. "Para as culturas que não são de regadio, o ano tem corrido bem", atesta Luís Mira, secretário-geral da Confederação dos Agricultores de Portugal. "É preciso saber se as reservas de água são suficientes para o regadio", completa.

Depois de um ano inteiro com pouquíssima chuva, o nível das barragens só podia subir nos últimos meses. "Neste momento, em termos de seca hidrológica, a situação do país está muito amenizada", diz a vice-presidente do Instituto da Água, Luísa Branco. Mas ainda há casos pontuais que inspiram preocupação, como Trás-os-Montes e zonas do Alentejo.

Do lado negativo estão os caudais dos rios internacionais. Espanha tem retido a água que pode e, assim, tem sido mínimo o caudal que entra em Portugal nos rios Minho, Douro, Tejo e Guadiana, bastante abaixo da média. No Tejo, tem descido desde Janeiro o volume de água retido nas barragens do rio em Portugal (Castelo de Bode e Cabril) e tem aumentado o nível das espanholas (Alcántara, Valdecañas e Gabriel y Galán).

Discussão com Espanha
A questão dos caudais deverá ser discutida numa reunião entre as autoridades portuguesas e espanholas, até ao fim de Março, no âmbito da Convenção de Albufeira para a partilha dos rios transfronteiriços. A convenção fixa caudais mínimos que Espanha deve garantir a Portugal, mas em termos anuais. Isto significa que Espanha pode fechar a torneira, quando necessita de mais água, abrindo-a quando estiver com mais folga.

A seca de 2005 deu um empurrão nas discussões sobre a fixação de um novo regime de caudais, mais realista, entre os dois países. Outras medidas também foram tomadas em 2005, estimuladas pela falta de chuva - como o acompanhamento constante da situação por uma comissão permanente interministerial. No final deste mês, o Governo decidirá se reactiva ou não esta comissão, mas o mais provável é que apenas se criem subcomissões regionais - como foi feito para o Algarve, em 2005, e como pode acontecer agora para o Nordeste transmontano.

Para Eugénio Sequeira, presidente da Liga para a Protecção da Natureza, a comissão da seca deveria manter-se. Mas não apenas para tratar da situações de emergência, mas sim para abordar questões mais estruturais da gestão da água em situações de carência. O Governo aposta no Programa Nacional para Uso Eficiente da Água, elaborado há cinco anos mas aprovado apenas no ano passado. "Onde é que está a implementação destas medidas?", questiona.

"O Programa para o Uso Eficiente da Água é um bom exemplo de que existem medidas bem definidas, mas de que há uma inércia para a sua aplicação em concreto", concorda Hélder Spínola, presidente da associação ambientalista Quercus. Spínola tem uma visão pouco optimista. "Existem graves riscos de 2006 ser um ano com muitas dificuldades", avalia, justificando que em 2005 foram tratados os problemas pontuais, mas não os estruturais.

Com chuvas mais normais neste Inverno, Portugal poderia, teoricamente, esquecer que é vulnerável a secas. "Está nos nossos planos a necessidade de sensibilização", assegura o secretário de Estado do Ambiente. "O Programa para o Uso Eficiente da Água é uma prioridade, mesmo em tempos normais", acrescenta. Este ano tem estado próximo do normal. E, mesmo que não chova mais uma gota até ao fim de Setembro, o saldo da precipitação estará 25 por cento acima do do ano passado. Se entre Abril e Setembro chover o equivalente à média desses meses, então o país encerrará o ano hidrológico com 81 por cento de precipitação de um ano normal.

Fonte: Público, Quarta, 22 de Março de 2006

21 março 2006 

Chernobyl: A poisonous legacy

Twenty years after a blast in the nuclear plant at Chernobyl spread radioactive debris across Europe, it has been revealed that 375 farms in Britain, with 200,000 sheep, are still contaminated by fallout

By Andy McSmith
Published: 14 March 2006 : Independent

After two decades, the legacy of the Chernobyl disaster is still casting its poisonous shadow over Britain's countryside. The Department of Health has admitted that more than 200,000 sheep are grazing on land contaminated by fallout from the explosion at the Ukrainian nuclear plant 1,500 miles away. Emergency orders still apply to 355 Welsh farms, 11 in Scotland and nine in England as a result of the catastrophe in April 1986.

The revelation - in a Commons written answer to the Labour MP Gordon Prentice - comes as Mr Blair prepares to make the case for nuclear power in a forthcoming government Energy Review. The Prime Minister argues that nuclear energy would allow the UK to achieve twin objectives of cutting C02 emissions and reducing dependency on imported natural gas supplies.

But, just last week a damning report from the Government's own advisory board on sustainable development identified five major disadvantages to any planned renewal of Britain's nuclear power programme, including the threat of terrorist attack and the danger of radiation exposure.

The longevity of the "Chernobyl effect" in a region generation of nuclear power stations, and going through a consultation exercise to try to convince the public that this is a safe form of electricity generation, we shouldn't overlook the terrible consequences if something does go wrong, "No one would now build a reactor as unsafe as those at Chernobyl, which were jerry built. Even so, I think a lot of people will be shocked to know that, as we approach the 20th anniversary of Chernobyl, hundreds of farming families are still living with the fallout.

Jean McSorley, Greenpeace's senior adviser on nuclear energy said: "Chernobyl was the worst nuclear accident the world has ever seen but it is by no means the worst that could happen. In Cumbria, where I come from, people who are old enough to remember still talk about it. It's quite moving to hear the stress that farming families were put through.

I think the British public that all this distance from Chernobyl, 20 years later, so many families are still living with its impact day to day." The Chernobyl disaster turned public opinion in Britain against civil nuclear power overnight. The land still poisoned by Chernobyl's radioactivity lies all along the Welsh hills between Bangor and Bala, much of it in the Snowdonia National park. There is also a large triangle of contaminated land in Cumbria, south of Buttermere - though the number of farms affected is smaller than in Wales.

Some of the Scottish hills are also still affected. No sheep can be moved out of any of these areas without a special licence, under Emergency Orders imposed in 1986. Sheep that have higher than the permitted level of radiation have to be marked with a special dye that does not wash off in the rain, and have to spend months grazing on uncontaminated grass before they are passed as fit to go into the food chain.

A National Farmers' Union spokesman said: "The paramount concern has to be the safety of the consumer, and consumer confidence in the meat supply, so exceptional care has to be taken to make sure no contaminated meat goes into the food chain."

Most of Britain's nuclear power stations have either ceased to produce electricity, or are nearing the end of their active life. The last is due for closure in 2035. The Government is now conducting an energy review, to be published in June, which is expected to announce a new nuclear programme. Tony Blair signalled his support for the industry in a speech to Labour's conference last autumn, when he warned Britain is too reliant on "unstable" regimes for its energy supplies, and singled out nuclear power as an alternative.

But resistance to the idea has been growing, particularly with the publication last week of the report by the government's Sustainable Development Commission. The Commons Environmental Audit Committee will also report later this month. According to a committee member, their findings are expected to be "measured" but "certainly won't put a strong case for nuclear power".

On 23 March, leading specialists will hold a conference in London on the long term impact of Chernobyl. At the end of the month, the Nuclear Decommissioning Authority will issue a revised figure for the cost of cleaning up the sites of disused publicly owned nuclear plants. Their figure is expected to be substantially higher than their original estimate which was published last year, of £56bn.

David Ellwood, 49, farmer: 'Nobody can tell us when the radiation will pass'
David Ellwood has 700 sheep on his farm in Ulpha, near Broughton-in-Furness. His wife, Heather, 50, helps out on Baskell Farm, and they have four children. "I remember the Chernobyl disaster 20 years ago. We were lambing in April and it was raining like hell. We got a letter from the ministry suggesting it would last about three weeks, but they were only guessing - it could go on for another 20 years.

"Every time we take sheep to auction, we must phone Defra, who check they are clear from contamination [from radioactive caesium]. They give us £1.30 for every sheep they monitor. We take them off the fell and put them in the fields for a couple of weeks before selling them, so readings are usually low. But the odd one gets a high reading if it comes straight in off the fell, and has to be slaughtered.

"Defra are here four or five times a year which is a hassle. At shearing time in July they monitor everything. If we are taking Cheviots to auction, we have to get them into a pen to take readings, which makes them mucky and bad for selling. Now we try to get them monitored three or four days before," said Mr Ellwood, 49. "We have been on this farm for 16 years, and owned the ground surrounding it before that, so have always been affected by Chernobyl. There is a lot of contaminated peat on our fell, so when the grass comes up in the summer that gets contaminated too. If our fell were rocky, I don't think it would be such a problem. "I could get angry, but it is pointless, there is not a damn thing we can do and nobody seems to know when it will pass. I would be worried if more power stations were built. We were 1,500 miles from Chernobyl and still feel the effects."

Edwin Noble, 45, sheep farmer: 'I had no idea it could affect us so far away'
Edwin Noble and his family, who run a 2,500- acre farm close to Mount Snowden, live under emergency restrictions that they were told would apply for 30 days, but which are likely to continue for years.

Mr Noble, 45, was in his early twenties when he took charge of the family farm. On the night of 2 May 1986, he was disturbed by torrential rain and feared the river would burst its banks. What he did not know was that the radiation cloud from Chernobyl was passing invisibly overhead. The rain left huge deposits of radioceasium in the peaty soil, which is no direct threat to humans but works itself into the grass, contaminating his sheep.

"I had heard about Chernobyl on the news, but had no idea at all that [it] could affect us so far away," he said. "It's something we have had to live with ever since. "Every time we move a sheep or lamb off our land it has got to be scanned. If it fails the monitoring, it ... cannot be sold. If you can get the sheep or lamb off the contaminated land, then the radiation comes out of them fairly quickly, but the whole of our farm is affected, so we rent grazing land 20 miles away. It means you constantly have to think ahead. If the lamb is fattened and ready to go to market, you can't have it sitting in a pen waiting to be monitored because it loses weight, so you've got to get the monitoring done ahead of time. When the market is volatile, it has cost us a sale.

"The experience has made me very opposed to nuclear power. It's not so much the inconvenience for farmers like us - but what if the explosion had been at the plant near here, at Trawfynydd? It doesn't seem worth the risk," he said.

http://news.independent.co.uk/environment/article351153.ece

 

EXPONOR com quatro sectores em balanço, de 18 a 20 de Maio

Cimeira do Ambiente, Segurança e Qualidade em linha com os desafios das cidades

Responsáveis públicos portugueses e europeus debatem a revitalização urbana, a qualidade de vida e a competitividade das cidades

A revitalização urbana, a qualidade de vida e a competitividade das cidades são os grandes temas da conferência promovida pela EXPONOR e a Sociedade de Reabilitação Urbana (SRU) – Porto Vivo, sob a égide do INTERMUNICIPAL – 5.º Salão de Produtos e Serviços para Municípios, que decorre de 18 a 20 de Maio, na Feira Internacional do Porto, integrado na Cimeira do Ambiente, Segurança e Qualidade.

«O posicionamento do Porto no panorama internacional», a «Revitalização urbana do centro histórico do Porto» e a «Mobilidade nos centros urbanos» são três dos sub-temas da iniciativa, que, em 19 de Maio (sexta-feira), trarão ao Centro de Congressos da EXPONOR autarcas, responsáveis públicos e especialistas nas matérias, numa jornada que começa às 9:30 horas e se prolonga pela tarde (ver síntese das actividades paralelas, em anexo).

Arlindo Cunha, presidente da SRU – Porto Vivo, e Álvaro Costa, do STCP, são duas das personalidades com intervenções já confirmadas na iniciativa, estando prevista uma outra do presidente da Câmara Municipal do Porto, Rui Rio (ainda sujeita a confirmação). O comentário pertencerá ao vice-presidente da Associação Empresarial de Portugal (AEP), Valente de Oliveira.

Serão apresentados alguns “case studies” tais como o de Rennes (França), no domínio da mobilidade, Bilbau (Espanha), como exemplo de transformação de uma cidade através da exploração de um equipamento cultural de referência, e Estocolmo (Suécia), ao nível do ambiente. A apresentação dos estudos de caso estará a cargo de Juan Garaiyurrebaso, da Câmara de Comércio de Bilbau, de Christian Le Petit, da Rennes Métropole, e de Mats Pemer, da Stockholm Municipality.

A segunda parte da conferência será ocupada pela reflexão sobre os factores e acções a implementar para maximizar a qualidade de vida nos centros urbanos. «Factores de competitividade e sustentabilidade: desafios às cidades portuguesas» é o mote. No fundo, uma oportunidade para encontros personalizados informais entre os protagonistas do sector, desde autarcas e dirigentes políticos a especialistas e proprietários de imóveis.

A presença do ministro português do Ambiente, Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, Francisco Nunes Correia, na sessão de encerramento, está ainda sujeita a confirmação.

PORTUGAL AMBIENTE agrega entidades do sector
Para além do INTERMUNICIPAL 2006, a Cimeira do Ambiente, Segurança e Qualidade “abriga” debaixo do seu “guarda-chuva” o PORTUGAL AMBIENTE - 8.º Salão Internacional de Equipamentos, Tecnologias e Serviços Ambientais, o INTERSEGURANÇA – 4.º Salão Internacional de Projectos, Sistemas e Equipamentos de Segurança e a QUALIDADE -1.ª Feira de Produtos e Serviços da Qualidade, que congregam os apoios e colaborações de diversas entidades sectoriais.

A Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais (Apemeta), o Serviço Intermunicipalizado de Gestão de Resíduos Sólidos do Grande Porto (Lipor), o Instituto de Ciências e Tecnologias do Ambiente (ITA), a Associação Nacional de Conservação da Natureza (Quercus) são algumas delas, que, paralelamente ao PORTUGAL AMBIENTE, desenvolverão várias actividades complementares ao certame (ver programas em anexo), criando sinergias entre a área de negócio do evento e a componente de reflexão e conhecimento sectorial.

Um complemento… seguro
A 4.ª edição da INTERSEGURANÇA - Salão Internacional de Projectos, Sistemas e Equipamentos de Segurança reúne num certame especializado fabricantes e representantes do sector, para a apresentação das mais recentes novidades disponíveis no mercado.

Atrair visitantes qualificados, realizar seminários de qualidade e ser o palco de negócios por excelência em Portugal são as metas da organização do certame, que congrega firmas que desenvolvem a sua actividade na segurança contra incêndios e fogo; na higiene, saúde e segurança no trabalho; na segurança rodoviária; e na segurança informática.

Com a marca da QUALIDADE…
O ambiente, a segurança, os serviços municipais e os segmentos correlacionados estão hoje em dia entre os grandes clientes das empresas que têm como meta a promoção da qualidade e da certificação no tecido empresarial (e não só). Daí fazer todo o sentido e ser aguardada com grande expectativa a estreia da 1.ª Feira de Produtos e Serviços da Qualidade.

A QUALIDADE pretende reunir num certame especializado empresas dos sectores da qualidade, calibração, metrologia e instrumentação, para a apresentação das mais recentes novidades disponíveis no mercado em Portugal.

A questão da Qualidade está - em todas as suas vertentes - na ordem do dia e constitui um sector em crescimento contínuo em Portugal, assumindo um papel preponderante na esfera empresarial e industrial.

São vários os grandes segmentos em exibição: gestão da qualidade; certificação; acreditação; metrologia; instrumentação; associações e instituições; normativa legal; software especializado; laboratórios de ensaio e calibração; consultoria e auditoria; meios de comunicação; e formação.

Programa de Actividades Paralelas (provisório):

PORTUGAL AMBIENTE
. Seminário “Tecnologias Ambientais: problemas e soluções”
Data: 18 e 19 de Maio
Horário: a anunciar brevemente (em definição)
Local: Centro de Congressos da EXPONOR
Organização: Instituto de Ciências e Tecnologias do Ambiente do Ambiente (ITA)
Colaboração: revista “Tecnologias do Ambiente”
Temas em carteira: a anunciar brevemente
Intervenções previstas: a anunciar brevemente
Informações mais detalhadas: ITA
E-mail: geral@ambiente-pt.com
Tel.: 21 966 85 80
Fax: 21 966 85 89

. Seminário “O Ambiente na Indústria: desafios actuais, profissionais do futuro”
Data: 19 de Maio
Horário: a anunciar brevemente (em definição)
Local: Centro de Congressos da EXPONOR
Organização: Escola de Tecnologia e Gestão Industrial (ETGI) da Universidade
Católica Portuguesa
Temas em carteira: desafios energéticos (identificação de problemas e possíveis soluções, o dilema industrial); resíduos (industriais, urbanos e agrícolas) – um valor não reconhecido
Intervenções previstas: Xavier Malcata (ESB/AESBUC); Teresa Lopes (ETGI); Susana Xará; Rui Martins; Fernando Oliveira (FEUP); Siderurgia Nacional; Barbosa & Almeida; Suldouro; Lipor; Lactogal
Informações mais detalhadas: ETGI
E-mail: mccrava@aesbuc.pt
Tel.: 22 5580077/89
Fax: 22 5580193

. Seminário “Ecoconstrução”
Data: 20 de Maio
Horário: 9:00 – 17:00
Local: Centro de Congressos da EXPONOR
Organização: Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
Temas em carteira: projecto Eco-casa; programa Lisboa E-nova; arquitectura sustentável; materiais de construção ecológicos; programa P3E; reciclagem de materiais de construção; edifícios saudáveis; resíduos de construção e demolição
Intervenções previstas: Francisco Ferreira (Quercus); Livia Tirone (Lisboa E-nova); Fernanda Seixas; Vasco Dias (Biohabitat); Paulo Rodrigues (Lipor); Ricardo Sá (Edifícios Saudáveis – Consultores); Jorge Brito (Instituto Superior Técnico)
Informações mais detalhadas:
E-mail: quercusporto@mail.telepac.pt
Tel.: 22 9375515
Fax: 22 9375515

. Seminário sobre resíduos industriais
Data: 18 de Maio
Horário: a anunciar brevemente (em definição)
Local: Centro de Congressos da EXPONOR
Organização: Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais
(Apemeta)
Informações mais detalhadas: Apemeta
E-mail: apemeta@mail.telepac.pt
Tel.: 21 7506000
Fax: 21 7506009

. Visita técnica da Lipor
Data: 18 de Maio
Horário: 15:15 horas
Local: EXPONOR (saída em autocarro, às 14:45) e Maia (Lipor)
Organização: Lipor
Tema: o circuito da valorização energética e o confinamento técnico da LIPOR
Informações mais detalhadas: Lipor
E-mail: rita.rebelo@lipor.pt
Tel.: 22 9770100
Fax: 22 9756038

. Visita técnica da Lipor
Data: 18 de Maio
Horário: 15:15 horas
Local: EXPONOR (saída em autocarro, às 14:45) e Baguim do Monte (Lipor)
Organização: Lipor
Tema: o circuito da reciclagem e a valorização multimaterial
Informações mais detalhadas: Lipor
E-mail: rita.rebelo@lipor.pt
Tel.: 22 9770100
Fax: 22 9756038

. Seminário “Resíduos Sólidos Urbanos e as Novas Fileiras de Resíduos”
e “Encontro Nacional dos Sistemas Municipais e Multimunicipais de Gestão
de Resíduos”
Data: 19 de Maio
Horário:
Local: Centro de Congressos da EXPONOR
Organização: Lipor
Temas em carteira: a anunciar brevemente
Intervenções previstas: a anunciar brevemente
Informações mais detalhadas: Lipor
E-mail: rita.rebelo@lipor.pt
Tel.: 22 9770100
Fax: 22 9756038

. Seminário “A Promoção da Agenda 21 Locais”
Data: 20 de Maio
Horário:
Local: Centro de Congressos da EXPONOR
Organização: Lipor
Informações mais detalhadas: Lipor
E-mail: rita.rebelo@lipor.pt
Tel.: 22 9770100
Fax: 22 9756038

. Exposição sobre ecomateriais
Data: em permanência durante a feira
Horário: o mesmo da feira
Local: EXPONOR
Organização: EXPONOR

. Exposição do Pavilhão da Água
Data: em permanência durante a feira
Horário: o mesmo da feira
Local: EXPONOR
Organização: Fundação Ciência e Desenvolvimento
Informações mais detalhadas:
E-mail: geral@p-agua.porto.pt
Tel.: 22 6151820
Fax: 22 6089874

INTERSEGURANÇA
. “1.º Encontro de Segurança de Transportes”
Data: 18 de Maio
Horário: 9:00 – 17:00
Local: Centro de Congressos da EXPONOR
Organização: revista «Segurança»
Temas em carteira: segurança rodoviária
Intervenções previstas: a anunciar brevemente
Informações mais detalhadas: revista «Segurança»
E-mail: geral@revistaseguranca.com
Tel.: 21 8132281
Fax: 21 8131816

. Espaço PROSEGUR
Data: durante toda a feira
Horário: o mesmo da feira
Local: EXPONOR, no “stand” da PROSEGUR
Organização: PROSEGUR
Temas em carteira: A PROSEGUR vai estar presente na Intersegurança com um espaço de 180 m², estando previsto ocupar parte deste espaço com uma actividade paralela assente na exibição, demonstração e exposição de vários tipos de segurança como, por exempl, segurança electrónica (“home solution”); biometria (simulação da utilização dessa tecnologia durante a feira), segurança nos aeroportos (simulação e demonstração); segurança nos locais públicos.

. Seminário “PROSEGUR: Soluções Globais de Segurança?”
Data: 19 de Maio
Horário: a anunciar brevemente
Local: Centro de Congressos da EXPONOR
Organização: PROSEGUR
Temas em carteira: soluções globais de segurança

INTERMUNICIPAL
. Seminário “Revitalização Urbana, Qualidade de Vida e Competitividade
das Cidades”
Data: 19 de Maio
Horário: 9:30 – 17:00
Local: Centro de Congressos da EXPONOR
Organização: EXPONOR e SRU - Porto Vivo SA
Temas em carteira: competitividade e revitalização urbana da cidade do Porto; o posicionamento do Porto no panorama internacional; a revitalização urbana do centro histórico do Porto; a mobilidade nos centros urbanos; qualidade de vida urbana – experiências internacionais; factores de competitividade e sustentabilidade - desafios às cidades portuguesas;
Intervenções previstas: Arlindo Cunha (SRU – Porto Vivo); Álvaro Costa (STCP); Juan Garaiyurrebaso (Câmara de Comércio de Bilbau), Christian Le Petit (Rennes Métropole), Mats Pemer (Stockholm Municipality), Luís Valente de Oliveira (AEP), Rui Rio (Câmara Municipal do Porto, em confirmação); ministro do Ambiente e Ordenamento do Território (em confirmação)

QUALIDADE
. Seminário “Edifícios – Energia, Ambiente e Segurança”
Data: 18 de Maio
Horário: em definição
Local: Centro de Congressos da EXPONOR
Organização: SGS – Portugal
Informações mais detalhadas: Sociedade Geral de Superintendência, SA
E-mail: pt.informations@sgs.com
Tel.: 22 999 4500
Fax: 22 999 4590

Para informações adicionais contactar com:

Alberto Moreira
Assessoria de Imprensa
EXPONOR - Feira Internacional do Porto
4450-617 Leça da Palmeira – Portugal
Tel: +351 229 981 409
Fax: +351 229 981 482
E-mail: alberto.moreira@exponor.pt

Acerca da Cimeira

  • CIMEIRA do AMBIENTE, SEGURANÇA e QUALIDADE
  • 18-20 de Maio de 2006
  • EXPONOR - Feira Internacional do Porto
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