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13 março 2006 

Fafe: Junta propõe central para transformar lixo em energia

Autarca apresentou projecto de construção de estação de biomassa para queimar resíduos sólidos dos municípios da AMAVE. Oposição e população estão satisfeitos com a ideia

Lisa Soares

A Junta de Freguesia de Fafe enviou ao Governo e à Câmara Municipal uma proposta para a criação no concelho de uma central de biomassa, que funcionaria aproveitando os resíduos sólidos e urbanos do Vale do Ave. Com a inevitabilidade da construção do aterro sanitário consagrado num acordo estabelecido no âmbito da AMAVE (Associação de Municípios do Vale do Ave) na zona limítrofe das freguesias de Armil e Cepães, a Junta lançou o repto.

"Entendemos que, onde há um aterro, há um pomo de poluição atmosférica e essa ideia é para defender o ambiente das partículas que são libertadas das queimas de resíduos e, também, da libertação de cheiros nauseabundos", explanou José Mário Silva. O presidente da Junta de Freguesia entende que "entre uma coisa e outra, é preferível ter o aproveitamento do lixo em energia eléctrica", e daí defender a instalação no concelho de uma central de biomassa.

"Julgo que é mais perigoso não fazer nada do que tentar reduzir o impacto ambiental que as lixeiras provocam. Com a queima numa central de biomassa, os filtros de manga conseguem reduzir ao mínimo o impacto ambiental". Quanto à localização, o autarca pensa que o local onde está previsto instalar o aterro não será o melhor para a central.

"Poderá não ser em Armil, porque julgo que deverá ser colocada num local ermo que não atinja as populações", e adiantou ainda que Fafe poderá aproveitar a instalação de uma estrutura daquele tipo para "ser uma referência na rota das energias renováveis, porque já cá existe um parque eólico, poderá transformar-se a central eléctrica de Santa Rita numa mini-hídrica, e abundam no concelho painéis solares. "Com este tipo de equipamentos, José Mário Silva sonha que Fafe se possa tornar um local de passagem obrigatório para um "tipo de turismo estudantil, de ciência, que poderá ser uma mais-valia para o concelho".

O autarca pensa que, assim, "diminuirá a dependência energética do exterior, aproveitando a central para produzir biogás". Ainda na vertente económica, José Mário Silva vê o projecto como uma forma de poupar dinheiro, uma vez que a Câmara ia poupar ao não ter necessidade de transportar o lixo para o aterro de Boticas, como acontece actualmente.

A ideia que o presidente da Junta considera "exequível" e reveladora de "coragem" foi bem recebida pela oposição. O social-democrata Luís Silva, que tem assento na Assembleia de Freguesia, considera "uma acção positiva".

http://jn.sapo.pt/2006/03/11/minho/junta_propoe_central_para_transforma.html

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