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10 março 2006 

Parques eólicos protocolados

Um cheque de 76,5 mil euros foi quanto a Câmara de Seia recebeu da Enernova pela instalação de dois parques eólicos no concelho. As obras devem arrancar nos próximos dias, esperando-se que estejam concluídas, pelo menos em parte, lá para o final do ano

Susana Margarido*

A Câmara de Seia recebeu das mãos da Enernova, empresa do grupo EDP, um cheque no valor de 76 mil e 500 euros relativos à instalação dos dois parques eólicos que irão nascer naquele concelho. As unidades, já licenciadas pela autarquia, terão uma potência prevista de 17 megawatts e vão ser instaladas nas serras da Alvoaça e Pedras Lavradas (áreas que abrangem também o concelho da Covilhã). As obras começam dentro de dias e deverão estar a funcionar no final deste ano. A autarquia conta ainda receber, anualmente, cerca de cem mil euros, no mínimo, relativos a 2,5 por cento da produção. Eduardo Brito, presidente da Câmara de Seia, adiantou que as receitas servirão, numa primeira fase, para iniciar a construção de uma estrada entre as freguesias de Alvôco da Serra e Vide, áreas abrangidas pelos parques. Para além das verbas, o autarca salienta outras contrapartidas como a confiança que o grupo gera na população, o desenvolvimento e a perspectiva deste investimento poder atrair outros. Segundo o edil, o projecto é também uma “mudança de ciclo”: “O nosso concelho esteve habituado durante muitos anos a um ciclo de indústria e começa a haver outras perspectivas e iniciativas que certamente irão seguir-se”.

Compreensão
Eduardo Brito apelou ainda ao Parque Natural da Serra da Estrela e ao Instituto de Conservação da Natureza (ICN) para que “saibam ter a lucidez necessária para apreciar estes investimentos e para que percebam que só pode haver combate à desertificação e preservação da natureza se houver emprego e desenvolvimento”. “Toda a nossa região tem hipóteses na área das energias renováveis, mas no concelho de Seia há grandes potencialidades e há que preservar os recursos naturais”, acrescentou. O administrador da Enernova presente na assinatura do protocolo, António Gonçalves, afirma que “a EDP entende que se trata de um projecto sustentável, na medida em que é uma contribuição para o accionista, mas também para as forças vivas da região”. A terceira componente é o ambiente, para o qual a empresa terá em conta “todas as medidas minimizadoras de impactos”. Quanto à pretensão da autarquia em instalar no concelho uma central de biomassa, para a qual já terá um estudo de viabilidade que prevê capacidade de exploração de dois megawatts, António Gonçalves é mais cauteloso: “A EDP tem uma empresa especializada nesse sector, que vai candidatar-se à atribuição de potência, e está disposta a uma parceria com o município de Seia”. No entanto, salienta que “é preciso saber se a região contribui com biomassa suficiente para um projecto destes”.

*Diário XXI
http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=e4da3b7fbbce2345d7772b0674a318d5&subsec=&id=fd6ee4fa0fba42b67ec818a602476bc7

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