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28 março 2006 

Ponte pedonal une ribeiras

A Câmara de Gaia deu o pontapé de saída para uma nova ponte pedonal entre as ribeiras de Gaia e Porto com a encomenda do projecto a Adão da Fonseca. Engenheiro apresentou a obra, avaliada em 10,5 milhões de euros, numa cerimónia marcada pela ausência da Câmara do Porto.

Ana Magalhães

Dentro de um mês a Câmara de Gaia e a do Porto vão protocolar a construção de uma nova ponte pedonal sobre o Rio Douro entre as duas ribeiras. O anúncio foi feito ontem pelo vereador das Obras Públicas de Gaia, Firmino Pereira, durante a apresentação pública do projecto da autoria do engenheiro Adão da Fonseca. Apesar de a Câmara do Porto não estar representada, o autarca avançou que Rui Rio teve conhecimento esta semana do projecto e considerou ser uma obra “muito interessante”. Orçada em 10,5 milhões de euros, a construção da ponte é justificada por Firmino Pereira pela importância turística e económica que terá.“É uma promessa com muitos anos, é altura de dar o pontapé de saída”, comentou o vereador das Obras Públicas, confiante que este novo projecto não será sujeito a tantas críticas pejorativas como o projecto anterior do mesmo autor. Para ultrapassar a proximidade em relação à Ponte D. Luís, um dos ataques feitos no passado já que essa ponte pode ser atravessada por peões, Adão da Fonseca alargou a distância de 11 metros para 500 metros e pensou numa ligação entre a Praça da Ribeira, do lado do Porto, e o meio da Avenida Diogo Leite, do lado de Gaia. De Gaia o acesso será feito por uma rampa com quatro por cento de inclinação e do Porto por uma rampa com dez por cento de inclinação ou através de um elevador.

O engenheiro assume também a intenção de diluir a estrutura na paisagem e apresenta “uma ponte transparente, típica das pontes suspensas”. Em vez do uso predominante do ferro como na Ponte D. Luís, esta terá cabos verticais muito finos que tendem a desaparecer na paisagem. “É uma ponte muito grande que no entanto parece pequena no cenário onde é colocada”, resumiu.

Segundo o projecto de Adão da Fonseca, a ponte terá um só pilar do lado de Gaia, onde ganha uma curva e permite a circulação de mais pessoas, e liga as duas margens numa zona onde o rio Douro tem 250 metros de largura. Para explicar a altura da obra, o engenheiro compara o tabuleiro inferior ao da Ponte D. Luís e o único pilar ao tabuleiro superior, 62 metros acima do nível das águas. “É uma ponte do princípio deste século pelos materiais a usar e pelas capacidades de cálculo e construtivas”, adiantou, reconhecendo que houve coragem para ir mais além da experiência adquirida.

Se houver entendimento sobre o projecto, reconhecido já como um trabalho excelente pelo arquitecto Álvaro Siza, o engenheiro estima que seja necessário um ano para a realização de estudos técnicos e dois anos para a construção da ponte. Adão da Fonseca prevê que a ponte seja muito sensível ao tempo nomeadamente ao vento e, ainda que seja segura, justifica a necessidade da elaboração de estudos experimentais.

Duas autarquias
Financiamento
Apesar de o estudo prévio encomendado a Adão da Fonseca, avaliado em 100 mil euros, ter sido suportado integralmente pela Câmara de Gaia, Firmino Pereira avançou que a intenção é que as duas autarquias envolvidas dividam em 50 por cento o custo da obra. “Dá cinco milhões de euros para cada lado, um valor insignificante face à utilidade da ponte”, comentou. O autarca disse ainda ter confiança que o projecto possa ser inscrito no IV Quadro Comunitário de Apoio, reduzindo assim o esforço do investimento público. O vereador não hesitou mesmo em dizer que ontem foi um “dia histórico” para o município pela apresentação do projecto de Adão da Fonseca, encomendado há quatro meses pela Câmara de Gaia.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=89c4cbe8be556b6e7074ccc4edfbf02d

Espero também que seja realizado um concurso público para a elaboração dos estudos desta obra emblemática para o Porto. É que não me parece muito correcto que se "convide" um professor de uma faculdade para fazer um projecto. As questões legais, éticas e de concorrência ficam um bocadinho "chamuscadas".

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