« Página principal | Três aerogeradores reforçam parque eólico » | Rede de metro deu "lucro" de 63 milhões ao ambient... » | Salão Internacional de Projectos, Sistemas e Equip... » | A factura da energia » | Grande Porto previne fogos » | Feira de Produtos e Serviços da Qualidade » | Aumentar ciclovias e zonas pedonais » | Incêndios florestais ainda por prevenir » | The Earth is about to catch a morbid fever that ma... » | Governo Aposta na Promoção da Educação Ambiental » 

10 março 2006 

Portugal líder contra o fogo

Pesquisa e combate aos incêndios florestais junta 12 países em projecto pioneiro.

O Governo apresenta hoje um projecto pioneiro de pesquisa sobre o fogo na floresta mediterrânica que durante quatro anos será coordenado por Portugal e que integra 12 países. O Fire Paradox debruça-se sobre a necessidade da regulação dinâmica dos ecossistemas.

Portugal vai dirigir um projecto internacional pioneiro de pesquisa sobre o fogo na floresta mediterrânica. A iniciativa terá a duração de quatro anos, segundo informou ontem, em declarações à Agência Lusa, o secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas. O projecto Fire Paradox (Paradoxo do Fogo) debruça-se sobre a necessidade de regulação da dinâmica dos ecossistemas naturais em contraposição ao uso descontrolado do fogo, que leva à ocorrência de catástrofes que ameaçam a biodiversidade e resultam em avultados prejuízos para pessoas e bens.

A propósito do novo plano, Rui Nobre Gonçalves adiantou que o projecto, resultante de uma proposta à União Europeia de várias universidades europeias, tem como objectivo analisar “não só aspectos técnicos, mas também abordar questões sociais que estão à volta dos fogos na floresta”, e acrescentou que “o fogo tem aspectos negativos, mas também positivos”, dando como exemplo “o fogo controlado que tem como objectivo uma melhor gestão das florestas”.

Foi esse paradoxo que, de acordo com o governante, deu nome ao projecto. Rui Nobre Gonçalves disse ainda que o fogo controlado é feito nos meses mais frios e tem como finalidade primacial “reduzir a carga combustível que existe nas florestas”, tendo esse método sido este ano aplicado na Serra do Marão e na Serra da Estrela, segundo disse o secretário de Estado, revelando que se encontra actualmente em Portugal uma equipa de especialistas americanos a colaborar com a Direcção-Geral dos Recursos Florestais nesta matéria.

“Portugal tem algum know-how relativamente a esta matéria, que pode transmitir aos outros países”, acrescentou o secretário de Estado. Ainda de acordo com Rui Nobre Gonçalves, o Fire Paradox centra-se nos domínios da pesquisa, avaliação do risco, desenvolvimento de tecnologias, divulgação de conhecimentos e treino vocacional. O projecto é co-coordenado pelo Centro de Ecologia Ambiental Professor Baeta Neves do Instituto Superior de Agronomia, sendo proponente o professor Francisco Castro Rego, actual director-geral dos Recursos Florestais. O Fire Paradox, em que estão envolvidos 32 parceiros, oriundos de 12 países, e algumas organizações não-governamentais, é apresentado hoje, no âmbito de uma cerimónia que será presidida pelo secretário de Estado do Desenvolvimento Rural e das Florestas, em Lisboa.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=b6d767d2f8ed5d21a44b0e5886680cb9&subsec=&id=6ac97eac1c73fede8d5d3ad5fb550cc1

Acerca da Cimeira

  • CIMEIRA do AMBIENTE, SEGURANÇA e QUALIDADE
  • 18-20 de Maio de 2006
  • EXPONOR - Feira Internacional do Porto
Powered by Blogger
e Blogger Templates