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13 março 2006 

Área Metropolitana do Porto: Dezenas de investimentos para 'bíblia' metropolitana

Desenvolvimento da rede do metro, construção de novas vias e alargamento da rede de saneamento são apostas da maioria dos concelhos para candidatar aos fundos comunitários

Carla Sofia Luz

A renovação e a conclusão da rede de saneamento, a despoluição de rios e de ribeiras, a construção de novas vias e o desenvolvimento da rede de transportes, com especial ênfase para a expansão da rede do metro, são quatro prioridades apontadas pela maioria dos concelhos da Área Metropolitana do Porto (AMP). A pensar nos milhões do futuro Quadro de Referência Estratégica Nacional (QREN), que vigorará de 2007 a 2013, quase todos os municípios elencaram os projectos, que gostariam de ver contemplados com fundos comunitários para definir uma "bíblia" metropolitana.

A três dias do início das reuniões com personalidades da região (a primeira sessão será amanhã à tarde no Hotel Sheraton, sendo um dos convidados Madureira Pires, especialista em candidaturas a fundos comunitários que trabalha com países do Leste), a Junta Metropolitana congrega dezenas de propostas das câmaras, que tocam diferentes áreas desde Saúde e Mobilidade à Requalificação Urbana e Ambiente. Até Abril, ficarão definidas as prioridades da AMP.

Porto, Santa Maria da Feira, Santo Tirso, Póvoa de Varzim, Maia, S. João da Madeira, Arouca e Vila do Conde apostam na construção e na renovação das infra-estruturas de águas e saneamento. Em alguns casos, foram executadas há décadas. Na Póvoa, a necessidade é distinta.

Com a rede a servir apenas 65% do território, a vontade da autarquia é elevar esta percentagem para 95%, cobrindo na totalidade as freguesias de Nabais, Estela, Laundos, Terroso, Balazar e Rates. Na área do Ambiente, a Câmara de Vila do Conde considera determinante a despoluição dos rios Ave e Onda, a requalificação das zonas ribeirinhas e a construção do porto de recreio e da marina na área Sul da Seca do Bacalhau. A beneficiação das condições de entrada na barra e do porto de pesca integram a lista de investimentos.

Santo Tirso quer valorizar as margens do rio Ave; S. João da Madeira pretende despoluir o rio Ul; Arouca defende a protecção da serra de Freita, com a criação de equipamentos de apoio ao turismo; e a Maia projecta o arranjo das margens do rio Leça e a limpeza das linhas de água. A execução de ciclovias e percursos pedonais são outras propostas. A Câmara de Matosinhos quer consolidar os parques públicos e de concretização do parque urbano nas margens do Leça, ligando a Quinta da Conceição a Santa Cruz do Bispo.

A criação de corredores verdes, que aproximem a serra de Santa Justa dos parques municipais, e a requalificação da aldeia do Couce são prioridades em Valongo. A Câmara de Gaia aposta na execução de pequenos parques, na recuperação de áreas florestais e da serra de Canelas, enquanto estuda a reabilitação de antigas pedreiras e a erradicação dos depósitos de sucata ilegais.

Todos os concelhos insistem na melhoria da rede viária com o arranjo e construção de novas vias. A conclusão do IC24 é uma ambição que une a maioria das câmaras. Para a Feira, é fundamental concluir a rede rodoviária nacional (A32, IC24 e as ligações Feira/Arouca e Covide/Canedo) e rasgar os nós de acessos ao Europarque na A1 e A28. Mas espreita a hipótese de prolongamento da rede do metro para Sul.

O crescimento da rede do metropolitano é uma vontade que figura nos documentos de várias autarquias. Vila do Conde defende a conclusão do plano estratégico do metro no concelho. S. João da Madeira anseia pela expansão das linhas. Santo Tirso defende a ligação da linha do metro à Trofa com interface na linha ferroviária de Guimarães. Maia reclama pelo prolongamento da Linha Amarela do hospital ao Parque Maia.

Também o crescimento económico é um objectivo. Gaia almeja construir os parques empresariais de Sandim e Pedroso. Matosinhos defende a instalação da plataforma logística do Grande Porto no concelho e de um cluster de investigação ligado ao mar e o financiamento da nova marina para passageiros no porto de Leixões. Arouca ambiciona valorizar as zonas industriais e rasgar novas áreas para as indústrias. Santo Tirso, Vila do Conde, Santa Maria da Feira e S. João da Madeira desejam instalar centros de investigação, de tecnologia e de incubação de empresas.

http://jn.sapo.pt/2006/03/12/grande_porto/dezenas_investimentos_para_biblia_me.html

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