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10 março 2006 

Risco de incêndio maior do que o do ano passado

Ministro admite que condições climatéricas fazem antever uma época de incêndios com maior perigo Meios aéreos já têm calendário

Henriques da Cunha

O risco de incêndio este Verão deverá ser ainda superior ao de 2005. "Enquanto a floresta não for economicamente rentável, cada ano temos a floresta num estado pior e o risco de incêndio será maior. À secura do solo do ano passado há a somar a secura do solo deste ano. O risco de 2006 tende a ser superior ao que tínhamos em 2005", admitiu, ontem, o ministro António Costa na Comissão Parlamentar Eventual de Fogos Florestais.

Um dado que ganha uma relevância procupante tendo em conta as conclusões do relatório final de incêndios do ano passado (da Direcção Geral dos Recursos Florestais). Segundo esse estudo, Portugal revela total vulnerabilidade às condições meteorológicas no que diz respeito à dimensão dos fogos florestais. Quando o relatório foi apresentado esperava-se que "a meteorologia este ano ajude mais do que em 2005", mas António Costa prevê exactamente o contrário.

No entanto, o ministro sublinhou que este ano passa a ser possível saber com dois dias de antecedência os índices de risco de incêndios florestais, "o que permitirá movimentar melhor os meios" de combate.

O secretário de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, precisou que o Instituto da Meteorologia tem já este ano "uma densidade de estações que permite fazer uma leitura mais clara" da situação do país e possibilita antever dois dias antes qual o índice de risco.

No ano passado, este índice era calculado apenas com um dia de antecedência.

Meios aéreos
Perante os deputados, António Costa revelou ainda o calendário de utilização dos meios aéreos. Entre 1 de Julho a 30 de Setembro, período de maior risco, haverá 24 helicópteros ligeiros e 10 médios, oito aviões ligeiros, seis médios e dois pesados. Desde o início do ano até 15 de Maio há dois helicópteros ligeiros prontos a operar e de meados de Maio até 1 de Junho existirão seis helicópteros ligeiros e dois médios. Até 15 de Junho serão 16 os meios aéreos e daí até 1 de Julho passam a ser 18 (seis helicópteros ligeiros, dois médios, oito aviões ligeiros e dois pesados).

Números
6 000 000 euros O Governo vai comprar equipamento de protecção individual para o combate aos incêndios para 5 mil bombeiros. Um investimento de 6 milhões de euros para evitar que se combatam os fogos sem capacete, luvas ou sem botas adequadas.

500 guardas florestais Vão ser integrados a partir de Maio no Serviço Especial de Protecção da Natureza e Ambiente da GNR que tem por responsabilidade a coordenação dos sistemas de vigilância e detecção de incêndios florestais.


http://jn.sapo.pt/2006/02/15/sociedade/risco_incendio_maior_que_o_ano_passa.html

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