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28 abril 2006 

Projecto da Bouça concluído

O Conjunto Habitacional da Bouça vai ser inaugurado na próxima terça-feira. Os proprietários das 72 novas casas desenhadas pelo arquitecto Siza Vieira vão iniciar o processo de escritura, pondo um ponto final num projecto que se iniciou no final da década de 70.

Patrícia Gonçalves
Quase três décadas após o arranque do projecto, o Complexo Habitacional da Bouça está, finalmente, concluído. A inauguração, segundo soube o JANEIRO, será feita na próxima terça-feira, dia 25, data da Revolução da Abril, ou não estivesse na génese deste empreendimento o processo SAAL – Serviço de Apoio Ambulatório –, criado nessa época para intervir na área da habitação social, mas cujas brigadas acabaram por ter um fim em 1976.

O projecto inacabado, concebido pelo arquitecto Álvaro Siza Vieira, levou 26 anos a ser reatado e, depois disso, pouco mais de dois anos a ser concluído. Finalmente, congratula-se o presidente da Federação Nacional de Cooperativas de Habitação Económica (Fenache), Guilherme Vilaverde, “podemos dar início às escritura das 72 novas habitações e proceder à entrega de chaves”. Um processo que, aliás, se iniciará ainda durante esta semana, uma vez que já estão escolhidos os candidatos, e que se prolongará nas próximas. De qualquer das formas, confirmou em declarações ao JANEIRO, “o dia 25 de Abril servirá para assinalar a inauguração do complexo”.A cerimónia terá lugar cerca de quatro meses após a data inicialmente prevista.

Guilherme Vilaverde admitiu uma “pequena derrapagem” nos prazos e nos custos da empreitada, justificando-os com o facto de “ter havido necessidade de fazer algumas alterações nos detalhes construtivos”. Além disso, os trabalhos decorreram num local onde já habitavam 56 famílias e cujos fogos – da primeira fase do projecto – também foram alvos de intervenção. “Nestas condições, é perfeitamente normal haver alguns atrasos”, desvalorizou.

Adaptações
Apesar de obedecer ao princípio arquitectónico de Siza Vieira, o projecto sofreu os ajustes necessários para se adaptar ao século XXI. Os 72 novos fogos construídos de raiz são de tipologia e organização idêntica aos já existentes, em dois duplex, com acesso director do exterior às habitações inferiores e por galerias às superiores. Além disso, não se esqueceu a requalificação das 56 habitações existentes e que, para além da degradação normal do tempo, tiveram de sofrer algumas alterações, fruto do abandono a que estiveram votadas antes de serem ocupadas pelas famílias. O objectivo foi dar as mesmas condições de habitabilidade a todo o complexo.

Diferente é a questão do estacionamento. A partir de agora, as 128 famílias passam a ter direito a lugares de garagem privativo, com arrumos, construídas no subterrâneo. A par da habitação, nasceram também equipamentos sociais e de comércio. Um ATL, um edifício para a sede social da Associação de Águas Férreas e cinco estabelecimentos comerciais: um espaço para café e quatro lojas. Tudo pronto, para uma nova vida na zona da Rua da Boavista.

Custo
Entre 70 a 80 mil eurosA conclusão do Complexo Ha-bitacional da Bouça foi financiada pelo Instituto Nacional de Habitação, tendo o investimento excedido “em cerca de cinco por cento” os seis milhões de euros orçamentados, segundo o presidente da Fenache, Guilherme Vilaverde. Construído no âmbito de uma política de custos controlados, o preço das 72 novas habitações, de acordo com os números avançados pelo responsável em declarações ao JANEIRO, podem variar entre os 70 e os 80 mil euros. Ou seja, ainda em moeda antiga, entre 14 e 16 mil contos. As tipologias podem variar entre um T2 e um T5, mas segundo os valores de venda finais previstos em 2004, um T5 com cerca de 162 metros quadrados poderia chegar aos 123 mil euros. Os novos proprietários sócios da Cooperativa de Habitação e Construção Águas Férreas.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=d19d0de2b4d2be877c5554ab310f7da4

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