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08 maio 2006 

O regresso do eléctrico

As obras de transformação da Avenida dos Aliados e da Praça da Liberdade estão a aproximar-se da conclusão e, sem voltar a falar no absurdo da solução adoptada, é pertinente colocar uma questão de que se tem falado pouco Vai haver ou não rede de eléctricos na zona central da cidade?

Quando parte das ruas centrais da cidade foram revolvidas para requalificação ao abrigo da "Porto 2001", foram instaladas, em alguns casos reinstaladas, linhas para veículos de tracção eléctrica em várias delas, de forma um pouco dispersa mas que, tudo indicava, fazia parte de um Plano Integrado para a revitalização deste meio de transporte. Os anos passaram, no viaduto do Castelo do Queijo os Carris foram arrancados, para não perturbarem o revivalista "Circuito do Porto". e, nas obras em curso na Avenida dos Aliados, parece ser dada continuidade aos carris instalados ao lado do Rivoli.

Donde a pertinência da pergunta, tanto mais ter havido recente alteração na Administração da STCP e o anterior responsável, ao sair, ter deixado alguns avisos preocupantes em relação à sanidade funcional, para além de financeira, desta Sociedade Transportadora. Vai ou não haver rede de eléctricos, em complemento do Metro e da restante rede de superfície, na Zona Central da Cidade?

Pergunta-se, no essencial, a duas Entidades; a referida STCP e a Câmara, que devem, ou deveriam, estar sincronizadas em tal matéria, mas, pelo que parece não tem acontecido assim. Pouca gente percebeu na altura estas colocações de Carris sem continuidade por parte da Sociedade Porto 2001 nas obras que levou a cabo, mas, quem conhece melhor a cidade, concluiu tratar-se de um Plano para fazer voltar "os amarelos" ao Centro, numa complementaridade de transporte público interessante, para além do valor turístico revivalista da medida.

Ao que parece, pelo "andar da carruagem", não passou de "um tiro de pólvora seca", pois confesso dificuldade em entender o que se pretende afinal fazer, se há ou não ideia de criar uma rede minimamente integrada de eléctricos na zona central da cidade e se a Câmara e a STCP estão sincronizados nisso, ou de costas voltadas, como parece.

Certo que temos o Metro que "revolucionou o Centro", mas as complementaridades de superfície têm de ser bem pensadas e sem grandes hesitações, pois estão a criar-se hábitos novos de mobilidade da população e se isso não é aproveitado para consolidar os ganhos do transporte público por esta via do Metro, pode haver confusão ou retrocessos de habituação perniciosos para a mobilidade urbana no Centro.

Dir-me-ão que "o eléctrico é uma saudade" sem futuro, o que não é verdade, tanto mais grave se torna a crise do petróleo, mas o que está aqui em causa é saber se andamos a "deitar dinheiro ao lixo" ou se temos alguma ideia de o aproveitar e, neste caso, como e quando.

Isto é que merece, tanto quanto creio, uma resposta à Cidade por parte da STCP e da Câmara, se possível conjugada para não continuarmos a puxar cada um para seu lado, o que não sendo novidade no Porto, já era tempo de ter um fim.

Há outra instância onde questões destas deveriam ser equacionadas, a prometida Autoridade Metropolitana de Transportes de que há muito se fala, mas o assunto de hoje é portuense na sua circunscrição e pode e deve ser resolvido pelos "santos da casa", ou seja, pela Transportadora Público e pela Autarquia, pois é a esta que o assunto directamente interessa, foi eleita para governar a Cidade, e aquela é que tem os meios e o poder de decisão sobre planeamento, execução e exploração da rede. E uma e outra não podem esquecer que grandes transformações de hábitos se estão a operar e, ou vão à frente delas e as reencaminham, ou podem mesmo ser "atropeladas" pela mudança. O que seria mau!

gomes.fernandes@europlan.pt

http://jn.sapo.pt/2006/05/03/porto/o_regresso_electrico.html

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