30 março 2006 

Aeroporto concluído em Junho

Seis anos após o seu início, as obras de melhoramento do Aeroporto Sá Carneiro chegam ao fim. A conclusão dos trabalhos é apontada para Junho. Um programa de investimento de 400 milhões de euros aplicado com o objectivo estratégico de cativar a Galiza.

Ricardo Patrício

Os trabalhos de requalificação do Aeroporto Sá Carneiro vão ficar concluídos na sua totalidade durante o mês de Junho. Antes, já no dia 17 de Abril, será dada como finda a estação de metro do aeroporto e a área destinada aos inadmissíveis e exilados. Os anúncios foram feitos por Guilhermino Rodrigues, presidente do conselho de administração da ANA – Aeroportos de Portugal, ontem, no Aeroporto Francisco Sá Carneiro, dia em que foi inaugurada a zona Norte de chegadas de passageiros, com três carrosséis de transporte de bagagem. “A ANA empreendeu um programa de investimento de 400 milhões de euros, num esforço canalizado para este aeroporto [Sá Carneiro] com o objectivo estratégico de afirmá-lo como referência na região do Noroeste peninsular”, disse Guilhermino Rodrigues.

As obras de modernização do aeroporto têm por fim dobrar de três para seis milhões de passageiros/ano a capacidade de processamento, num prazo máximo de uma década.

A primeira etapa das obras de requalificação do Aeroporto Francisco Sá Carneiro – a área reservada às partidas, com quatro novas «ilhas» de balcões de ‘check-in’, aumentando de 25 para 60 – foi inaugurada apenas em 15 de Outubro do ano passado, pese embora os trabalhos tivessem arrancado em 2000 com o objectivo de as concluir a tempo do Euro 2004. O projecto contempla, igualmente, o aumento do espaço de parqueamento de aeronaves, de 18 para 34, e o alcance de um limite de passageiros na ordem dos 12 milhões, o que implicará a gestão de 44 aviões em hora de maior tráfego.

Em 16 de Dezembro último, foi aberta também a zona Norte de embarque para voos de alta rotatividade. Até ao Verão, terminam também todas as obras na área Sul de chegadas, altura em que serão instalados mais quatro carrosséis para bagagens.

Noroeste peninsular
A ANA pretende com esta estratégia concorrer com os três aeroportos da Galiza – Vigo, Santiago de Compostela e Corunha – tanto nos destinos como no número de passageiros. “Esta estratégia decorre também de verificarmos que o volume de tráfego deste aeroporto é superior aos três aeroportos concorrentes”, indicou Guilhermino Rodrigues. “A área de influência do Aeroporto Francisco Sá Carneiro, a uma hora e meia de distância, é de 4,2 milhões de pessoas, das quais 25 por cento são da Galiza, representando, portanto, um universo de cerca de um milhão, o que leva a concluir que há aqui potencialidades possíveis de serem aproveitadas”, acrescentou o presidente do conselho de administração da ANA – Aeroportos de Portugal.

Segundo as contas da ANA – Aeroportos de Portugal, no ano passado, o fluxo de galelos no Aeroporto Francisco Sá Carneiro rondou os 100 mil, sendo estimada uma taxa de crescimento de 10 por cento/ano. O esforço de captação de passageiros oriundos da Galiza depende, na perspectiva da empresa, da diversidade das ligações oferecidas e de propostas “sedutoras” como a redução da tarifa de parqueamento automóvel. A partir daí será idealizado um plano de marketing para reforçar a posição.

Enquadrada na mesma lógica de actuação, a ANA quer, ainda este ano, construir um centro de logística para carga aérea, num investimento de 10 milhões de euros.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=de8302a16f37af01bc007f51e5b3c9de

28 março 2006 

Ponte pedonal une ribeiras

A Câmara de Gaia deu o pontapé de saída para uma nova ponte pedonal entre as ribeiras de Gaia e Porto com a encomenda do projecto a Adão da Fonseca. Engenheiro apresentou a obra, avaliada em 10,5 milhões de euros, numa cerimónia marcada pela ausência da Câmara do Porto.

Ana Magalhães

Dentro de um mês a Câmara de Gaia e a do Porto vão protocolar a construção de uma nova ponte pedonal sobre o Rio Douro entre as duas ribeiras. O anúncio foi feito ontem pelo vereador das Obras Públicas de Gaia, Firmino Pereira, durante a apresentação pública do projecto da autoria do engenheiro Adão da Fonseca. Apesar de a Câmara do Porto não estar representada, o autarca avançou que Rui Rio teve conhecimento esta semana do projecto e considerou ser uma obra “muito interessante”. Orçada em 10,5 milhões de euros, a construção da ponte é justificada por Firmino Pereira pela importância turística e económica que terá.“É uma promessa com muitos anos, é altura de dar o pontapé de saída”, comentou o vereador das Obras Públicas, confiante que este novo projecto não será sujeito a tantas críticas pejorativas como o projecto anterior do mesmo autor. Para ultrapassar a proximidade em relação à Ponte D. Luís, um dos ataques feitos no passado já que essa ponte pode ser atravessada por peões, Adão da Fonseca alargou a distância de 11 metros para 500 metros e pensou numa ligação entre a Praça da Ribeira, do lado do Porto, e o meio da Avenida Diogo Leite, do lado de Gaia. De Gaia o acesso será feito por uma rampa com quatro por cento de inclinação e do Porto por uma rampa com dez por cento de inclinação ou através de um elevador.

O engenheiro assume também a intenção de diluir a estrutura na paisagem e apresenta “uma ponte transparente, típica das pontes suspensas”. Em vez do uso predominante do ferro como na Ponte D. Luís, esta terá cabos verticais muito finos que tendem a desaparecer na paisagem. “É uma ponte muito grande que no entanto parece pequena no cenário onde é colocada”, resumiu.

Segundo o projecto de Adão da Fonseca, a ponte terá um só pilar do lado de Gaia, onde ganha uma curva e permite a circulação de mais pessoas, e liga as duas margens numa zona onde o rio Douro tem 250 metros de largura. Para explicar a altura da obra, o engenheiro compara o tabuleiro inferior ao da Ponte D. Luís e o único pilar ao tabuleiro superior, 62 metros acima do nível das águas. “É uma ponte do princípio deste século pelos materiais a usar e pelas capacidades de cálculo e construtivas”, adiantou, reconhecendo que houve coragem para ir mais além da experiência adquirida.

Se houver entendimento sobre o projecto, reconhecido já como um trabalho excelente pelo arquitecto Álvaro Siza, o engenheiro estima que seja necessário um ano para a realização de estudos técnicos e dois anos para a construção da ponte. Adão da Fonseca prevê que a ponte seja muito sensível ao tempo nomeadamente ao vento e, ainda que seja segura, justifica a necessidade da elaboração de estudos experimentais.

Duas autarquias
Financiamento
Apesar de o estudo prévio encomendado a Adão da Fonseca, avaliado em 100 mil euros, ter sido suportado integralmente pela Câmara de Gaia, Firmino Pereira avançou que a intenção é que as duas autarquias envolvidas dividam em 50 por cento o custo da obra. “Dá cinco milhões de euros para cada lado, um valor insignificante face à utilidade da ponte”, comentou. O autarca disse ainda ter confiança que o projecto possa ser inscrito no IV Quadro Comunitário de Apoio, reduzindo assim o esforço do investimento público. O vereador não hesitou mesmo em dizer que ontem foi um “dia histórico” para o município pela apresentação do projecto de Adão da Fonseca, encomendado há quatro meses pela Câmara de Gaia.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=eccbc87e4b5ce2fe28308fd9f2a7baf3&subsec=&id=89c4cbe8be556b6e7074ccc4edfbf02d

 

China lança roupa ecológica de milho e bambu

Investigadores chineses conseguiram desenvolver uma nova tecnologia para confeccionar roupa «ecológica» através de uma mistura de fibra de milho e de bambu, informou a agência noticiosa estatal Xinhua. Este material permite tecer peças de vestuário “cómodas e suaves que não se amarrotam com facilidade”, explicou Liu Junhong, presidente da empresa que desenvolveu a técnica, sedeada na província oriental de Jiangsu. A empresa prevê converter quatro mil toneladas de milho em fibra este ano e lançar uma campanha de publicidade para promover estas peças, acrescentou. Há cerca de dez anos, cientistas americanos conseguiram produzir uma fibra de milho, chamada polilactida, um material amplamente difundido no mercado americano e cuja introdução na Europa se verificou recentemente. Face a outras matérias como o poliéster ou o nylon, esta fibra tinge-se com facilidade, é pouco inflamável e apresenta uma grande resistência aos raios ultravioletas e às repetidas lavagens.

http://www.oprimeirodejaneiro.pt/?op=artigo&sec=c74d97b01eae257e44aa9d5bade97baf&subsec=&id=3945c2619a6a3cb998c282d13665f1cc

 

História e modernidade

As paredes que um dia abrigaram o Convento de Monchique; depois, a Fábrica de Cerâmica de Massarelos; e, finalmente, a primeira refinaria da RAR que, mais tarde, se transformou num verdadeiro baluarte das indústria nortenha e nacional estão a ser recuperadas para que o miolo urbano que vai da Rua da Restauração ao Cais das Pedras seja, a curto prazo, um empreendimento imobiliário de qualidade.

Alfredo Cunha

Trata-se de uma obra que acrescenta mais alguns créditos à defesa da teoria de que as cidades são organismos vivos que não morrem desde que saibamos todos nós aproveitar as propostas que casem, com harmonia, a história com a modernidade.

Foi no JN (1992) que saiu a primeira notícia que dava a conhecer à cidade as intenções da RAR. Os elementos para a sua elaboração foram-me confiados pelo dr. Folhadela Moreira e ainda me recordo a gentileza com que aquele cavalheiro da indústria portuense me recebeu na sede da empresa, à Foz do Douro.

No decorrer do nosso encontro foi bem visível a sua intenção de deixar claro que o objectivo da RAR não era fazer um qualquer empreendimento imobiliário, antes algo que contribuísse para a revitalização de um zona da cidade que se encontrava em avassaladora marcha de degradação.

De facto, ainda não tinha passado pela marginal do Douro a onda de renovação que, a reboque da Cimeira Ibero-Americana, deu origem, por exemplo, à construção do viaduto do Cais das Pedras, retirando das cercanias dos prédios o tráfego rodoviário, uma autêntica ameaça à integridade física de quem tinha de circular por aquelas bandas.

Por seu turno, nem de perto nem de longe se suspeitaria, no início da década de 90 do século passado, que seria possível, no âmbito da Porto 2001, levar a cabo a revitalização da Rua da Restauração.

Eram, portanto, justificadas as preocupações de Folhadela Moreira. O local foi um dos primeiros palcos da expansão da cidade para lá da Porta Nobre verificada em 1374 e, na zona de intervenção agora iniciada, já se registava, em 1535, a presença do Convento de Monchique, anunciando o rompimento definitivo do crescimento urbano para lá das muralhas ditas fernandinas.

Mais ainda pode ler-se na Memória Descritiva do Estudo Prévio de Arquitectura entregue à Câmara do Porto e confiada ao CRUARB/CH para uma primeira apreciação que a zona foi ainda marcada na segunda metade do século XVIII por José Pinto da Cunha Pimentel, 10º Senhor da Casa da Praça, quando deu início à construção no mesmo local da Casa do Cais Novo cujos armazéns anexos se transformariam em depósito dos vinhos do Alto Douro pertencentes à companhia criada pelo Marquês de Pombal em 1757.

Trata-se, portanto, de um momento significativo para a História do Vinho do Porto pois, contrariamente ao que a tradição defende, é com a cidade e não com Vila Nova de Gaia que a Companhia dos Vinhos do Alto Douro estabelece a sua primeira relação de interesses - e de tal ordem assim é que está justificado o interesse de Manuela de Melo, então vereadora do Pelouro da Animação da Cidade, em criar junto ao edifício da Guarda Fiscal um museu que ilustra a história da comercialização daquele néctar no contexto nacional e internacional.

Neste espaço que vai da Rua da Restauração ao Cais das Pedras até a ficção tem lugar, bastando-nos para tanto recordar que foi a uma das janelas do Convento de Monchique, onde recolhera, que Teresa se despediu de Simão quando este seguia no veleiro, rio abaixo, a caminho do degredo.

Claro que estamos a falar de "Amor de Perdição", o imortal romance de Camilo Castelo Branco. Dessa imensa paixão não foram encontrados vestígios durante a campanha arqueológica levada a cabo no local...

Apenas foram recolhidos milhares de fragmentos deixados pela Fábrica de Cerâmica de Massarelos...

http://jn.sapo.pt/2006/03/27/porto/historia_e_modernidade.html

27 março 2006 

Primeira obra da Porto Vivo, SRU em fase de conclusão

Está em fase de conclusão a primeira obra de reabilitação promovida pela Porto Vivo, SRU. O prédio intervencionado é propriedade da sociedade, estando situado no número 150 da Rua das Flores.

As obras começaram no início do mês de Junho de 2005, estando prevista a conclusão das mesmas no final do mês de Março deste ano.

O edifício sofreu obras complexas e profundas de reabilitação, resultantes de uma estrutura altamente degradada e desadequada às exigências das construções modernas e actuais. O prédio é constituído por um total de 6 andares, no entanto apenas o primeiro, segundo e terceiro andar se destinam a habitação, sendo que os 3 restantes, sub-cave, cave e rés-do-chão, terão como finalidade a instalação de um espaço destinado ao comércio.

O acesso ao prédio é feito pelo número 150 e 160 da Rua das Flores, cada andar terá dois apartamentos com tipologia T2, de aproximadamente 100 metros quadrados cada, representando um total de 6 espaços para habitação. A superfície comercial é composta por 3 pisos, numa área total de 650 metros quadrados.

O edifício da Porto Vivo, SRU foi dotado de um projecto tecnologicamente avançado, uma vez que a parceria com a PT Comunicações (Parceiro do Programa Viv’A Baixa) permitiu modificar o plano aprovado inicialmente, introduzindo o projecto ITED (Infra-estruturas de Telecomunicações em Edifícios), obrigatório nos novos edifícios. Este projecto de telecomunicações irá permitir a colocação de uma rede Wireless em cada fracção do prédio.

As fundações foram equipadas com uma estrutura anti-sismica, de forma a responder às actuais exigências construtivas. A construção das lajes permitiu manter as características técnicas do edifício. A fachada foi recuperada e representa uma réplica fiel da que existia antes das obras de reabilitação mantendo-se o grafismo com a designação “Papelaria Reis”, no entanto foram introduzidos elementos de maior modernidade no piso recuado (3.º andar).

Alguns dos parceiros do Programa Viv’A Baixa, promovido pela Loja da Reabilitação, participaram na recuperação deste edifício, que será, certamente, o primeiro de muitos edifícios reabilitados pela Porto Vivo, SRU.

http://www.portovivosru.pt/verNoticia.php?noticia=109

 

Governo avança com Informação Predial Única

Base cadastral permitirá conhecer titularidade de todas as propriedades do país

Luísa Pinto

O Governo pretende criar uma base cadastral de todo o território nacional que permita aos cidadãos e à administração pública ter conhecimento dos limites e da titularidade de todas as propriedades do país, sejam elas urbanas ou rurais. E ontem deu o primeiro passo para esse objectivo, através de uma resolução de Conselho de Ministros, na qual cria um Sistema Nacional de Exploração e Gestão de Informação Cadastral - Sinergic.

De acordo com a resolução, o objectivo principal deste sistema "é estabelecer a Informação Predial Única, de modo a assegurar a identificação unívoca dos prédios, urbanos e rústicos, mediante a utilização de um número único de identificação do prédio comum a toda a administração pública". Será também no âmbito deste Sinergic que será criado um cadastro da área florestal.

A ideia é criar uma "linguagem" única e um sistema de informação universal que permita uma gestão uniforme e informática de todos os conteúdos cadastrais, de forma a possibilitar a utilização generalizada do sistema pela administração pública - e dessa forma aumentar a eficiência dos serviços prestados -, ao mesmo tempo que garanta a privacidade e segurança dos dados. O organismo que vai coordenar este trabalho - que envolve uma equipa multiministerial - é a autoridade de cartografia nacional: o Instituto Geográfico Português (IGP). Sob a tutela do Ministério do Ambiente e Ordenamento do Território, este instituto terá a preocupação de integrar o registo predial num suporte conjunto, assegurando que a descrição da localização e dos limites de um prédio é acompanhada de um suporte gráfico.

Com várias entidades envolvidas neste projecto - que passam pelos diversos organismos tutelados pelos ministérios da Justiça, Agricultura, Finanças e Ambiente, e pela Secretaria de Estado da Administração Local -, a prioridade é garantir a compatibilidade dos sistemas informáticos utilizados por cada um deles. A preocupação para que possa evoluir para uma plataforma tecnológica dirigida aos cidadãos e permitir a igualdade de acesso à informação dos detentores de direito sobre a propriedade é também mencionada na resolução do Conselho de Ministros.

Um fonte do Ministério do Ambiente, que tutela o IGP, afirmou ao PÚBLICO que esta será também a oportunidade de concluir o levantamento cadastral do território nacional, uma vez que não existe informação sobre muitos terrenos.

Cadastro da Floresta em três anos
No âmbito do Sinergic, vai ser criado um sub-projecto para que, dentro de três anos, exista um Cadastro das Áreas de Floresta. A intenção é delimitar, em plantas cadastrais específicas, todas as áreas públicas e comunitárias em que exista floresta, bem como todas as áreas integradas em Zonas de Intervenção Florestal. Esta informação vai permitir conhecer melhor o território e, nessa perspectiva, dar mais eficácia ao Plano Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, que foi também ontem aprovado no Conselho de Ministros.

Fonte: PÚBLICO, Sexta, 24 de Março de 2006

Acerca da Cimeira

  • CIMEIRA do AMBIENTE, SEGURANÇA e QUALIDADE
  • 18-20 de Maio de 2006
  • EXPONOR - Feira Internacional do Porto
Powered by Blogger
e Blogger Templates