08 maio 2006 

Sensibilizar automobilistas para condução com cortesia

Clara Vasconcelos

Carros estacionados em segunda fila ou em cima dos passeios e alguns excessos de velocidade foram algumas das situações mais vistas, ontem, durante as comemorações do "Dia Nacional da Cortesia ao Volante", pela primeira vez assinalado em Portugal.

Um autocarro da Carris percorreu algumas artérias de Lisboa, transportando os secretários de Estado da Administração Interna, Ascenso Simões, dos Transportes, Isabel Vitorino, o comandante da PSP, Oliveira Pereira, o director-geral de Viação, governadora civil de Lisboa e membros da Associação dos Cidadãos Auto-Mobilizados (ACA-M), que promoveu a iniciativa. A data foi escolhida pelo o ex-presidente da República, Jorge Sampaio, no final da sua presidência temática sobre segurança rodoviária, na primeira semana de Maio do ano passado. Mas quem fez a proposta foi a ACA-M, inspirada numa iniciativa idêntica levada a cabo por uma sua congénere francesa. A ideia é sensibilizar os automobilistas para adoptarem uma atitude cortês ao volante.

Ontem, foram distribuídos os 15 mandamentos que promovem esse tipo de comportamento. Os franceses têm apenas dez, mas, como explicou João Manuel Ramos, presidente da ACA-M, há situações específicas dos portugueses que obrigaram a aumentar o número de mandamentos. Por exemplo "não conduzirás colado à traseira do carro que circula à tua frente", ou "não estacionarás em cima dos passeios". Maus hábitos que, segundo João Manuel Ramos, os franceses não têm.

Num texto lido por Rui Zing, membro da ACA, é destacada a ideia de que a auto-regulação, através de um comportamento "adulto, consciente e responsável", "é a melhor forma de evitar sermos controlados pelo "big brother" dos radares, câmaras de videovigilância e caixas negras".

Durante a viagem, Oliveira Pereira disse que, no ano passado, em Lisboa, foram passadas 130 mil multas de estacionamento e accionados mais de 180 mil reboques e bloqueadores, para além de terem sido detidas mais de duas mil pessoas por excesso de velocidade. Números elevados, mas que parecem revelar que as "pessoas estão nitidamente nas tintas para as multas", comentou.

15 MANDAMENTOS

1.º - Não utilizarás o veículo como instrumento de agressão;
2.º - Se conduzires, não beberás nem consumirás produtos que alterem o teu estado normal;
3.º - Darás sempre prioridade aos peões;
4.º - Zelarás pelo transporte seguro dos ocupantes;
5.º - Respeitarás os limites de velocidade;
6.º - Não utilizarás o telemóvel;
7.º - Não estacionarás onde prejudicares a passagem e visibilidade dos peões;
8.º - Vigiarás o estado do veículo;
9.º - Não perderás a paciência quando a via estiver obstruída;
10.º - Pararás sempre no Stop;
11.º - Não estacionarás nas passadeiras;
12.º - Manterás a calma quando circulares atrás de um carro de instrução;
13.º - Reduzirás a velocidade em locais de trânsito de peões;
14.º - Não conduzirás encostado à traseira do carro que circula à tua frente;
15.º - Adequarás a tua condução às condições atmosféricas e da via.

http://jn.sapo.pt/2006/05/06/sociedade_e_vida/sensibilizar_automobilistas_para_con.html

 

Comércio tradicional pode abrir ao domingo

Hugo Silva

A Assembleia Municipal do Porto aprovou o novo regulamento dos horários dos estabelecimentos comerciais, que permite às lojas tradicionais estarem abertas, todos os dias, entre as 6 e as 24 horas e que autoriza, também, a abertura ao domingo.

Uma hipótese já contestada pela Associação de Comerciantes do Porto e que voltou a ser fortemente criticada, na sessão, pelo sindicato representativo dos trabalhadores (Cesnorte). Até porque, como recordou Jorge Pinto, líder daquela estrutura, a decisão vem contrariar, frontalmente, o movimento cívico que luta pelo encerramento do comércio ao domingo, que nasceu precisamente no Porto. E que, acrescentou, já entregou na Assembleia da República uma petição com "mais de 15 mil assinaturas".

"O regulamento não obriga os comerciantes a abrir ao domingo; permite que, quem quiser, o possa fazer", procurou esclarecer o vereador das Actividades Económicas, Sampaio Pimentel, avançando com a mesma explicação para o caso dos horários ninguém é forçado a estar de portas abertas até à meia-noite, mas, se assim o entender, pode fazê-lo.

"Assentar o progresso do comércio nos horários é um equívoco. O que faz correr esta Câmara para insistir com esta liberalização?", contestou José Castro, do BE. "Estamos a caminhar no sentido contrário do que tem vindo a acontecer na Europa. Este regulamento não vai resolver o problema do comércio tradicional, vai agravá-lo", acrescentou António Neto, da CDU.

Os votos negativos destas duas forças políticas foram insuficientes, contudo, para contrariar a esmagadora maioria do plenário PSD, PP e PS (à excepção da abstenção de dois deputados) votaram a favor.

"Chega de adiamentos. Os comerciantes poderão escolher os horários que melhor lhes convier", afirmou José Carlos Gonçalves (PSD). "Confiamos que os sindicatos saberão fazer valer os direitos dos trabalhadores e zelarão para que esses direitos sejam cumpridos", disse Gustavo Pimenta (PS). "Estamos a permitir um regulamento que é um instrumento de aumento de competitividade", referiu Álvaro Braga Júnior (PP).

"Se restringíssemos os horários estávamos a eliminar a concorrência às grandes superfícies", concluiu o vereador Sampaio Pimentel.

http://jn.sapo.pt/2006/04/29/porto/comercio_tradicional_pode_abrir_domi.html

 

O regresso do eléctrico

As obras de transformação da Avenida dos Aliados e da Praça da Liberdade estão a aproximar-se da conclusão e, sem voltar a falar no absurdo da solução adoptada, é pertinente colocar uma questão de que se tem falado pouco Vai haver ou não rede de eléctricos na zona central da cidade?

Quando parte das ruas centrais da cidade foram revolvidas para requalificação ao abrigo da "Porto 2001", foram instaladas, em alguns casos reinstaladas, linhas para veículos de tracção eléctrica em várias delas, de forma um pouco dispersa mas que, tudo indicava, fazia parte de um Plano Integrado para a revitalização deste meio de transporte. Os anos passaram, no viaduto do Castelo do Queijo os Carris foram arrancados, para não perturbarem o revivalista "Circuito do Porto". e, nas obras em curso na Avenida dos Aliados, parece ser dada continuidade aos carris instalados ao lado do Rivoli.

Donde a pertinência da pergunta, tanto mais ter havido recente alteração na Administração da STCP e o anterior responsável, ao sair, ter deixado alguns avisos preocupantes em relação à sanidade funcional, para além de financeira, desta Sociedade Transportadora. Vai ou não haver rede de eléctricos, em complemento do Metro e da restante rede de superfície, na Zona Central da Cidade?

Pergunta-se, no essencial, a duas Entidades; a referida STCP e a Câmara, que devem, ou deveriam, estar sincronizadas em tal matéria, mas, pelo que parece não tem acontecido assim. Pouca gente percebeu na altura estas colocações de Carris sem continuidade por parte da Sociedade Porto 2001 nas obras que levou a cabo, mas, quem conhece melhor a cidade, concluiu tratar-se de um Plano para fazer voltar "os amarelos" ao Centro, numa complementaridade de transporte público interessante, para além do valor turístico revivalista da medida.

Ao que parece, pelo "andar da carruagem", não passou de "um tiro de pólvora seca", pois confesso dificuldade em entender o que se pretende afinal fazer, se há ou não ideia de criar uma rede minimamente integrada de eléctricos na zona central da cidade e se a Câmara e a STCP estão sincronizados nisso, ou de costas voltadas, como parece.

Certo que temos o Metro que "revolucionou o Centro", mas as complementaridades de superfície têm de ser bem pensadas e sem grandes hesitações, pois estão a criar-se hábitos novos de mobilidade da população e se isso não é aproveitado para consolidar os ganhos do transporte público por esta via do Metro, pode haver confusão ou retrocessos de habituação perniciosos para a mobilidade urbana no Centro.

Dir-me-ão que "o eléctrico é uma saudade" sem futuro, o que não é verdade, tanto mais grave se torna a crise do petróleo, mas o que está aqui em causa é saber se andamos a "deitar dinheiro ao lixo" ou se temos alguma ideia de o aproveitar e, neste caso, como e quando.

Isto é que merece, tanto quanto creio, uma resposta à Cidade por parte da STCP e da Câmara, se possível conjugada para não continuarmos a puxar cada um para seu lado, o que não sendo novidade no Porto, já era tempo de ter um fim.

Há outra instância onde questões destas deveriam ser equacionadas, a prometida Autoridade Metropolitana de Transportes de que há muito se fala, mas o assunto de hoje é portuense na sua circunscrição e pode e deve ser resolvido pelos "santos da casa", ou seja, pela Transportadora Público e pela Autarquia, pois é a esta que o assunto directamente interessa, foi eleita para governar a Cidade, e aquela é que tem os meios e o poder de decisão sobre planeamento, execução e exploração da rede. E uma e outra não podem esquecer que grandes transformações de hábitos se estão a operar e, ou vão à frente delas e as reencaminham, ou podem mesmo ser "atropeladas" pela mudança. O que seria mau!

gomes.fernandes@europlan.pt

http://jn.sapo.pt/2006/05/03/porto/o_regresso_electrico.html

 

Complexo enche-se de domingueiros

Enquanto os homens jogam à bola, as mulheres pedalam pela ciclovia. Um ritual que se repete todas as manhãs de domingo para a família Almeida. O Complexo Desportivo da Rodovia, um pequeno "pulmão" da cidade, está "à pinha" aos fins-de-semana. O lazer e o desporto de mãos dadas, numa vivência onde todos têm lugar novos e velhos, atletas e praticantes domingueiros.

Carlos Daniel tem 14 anos, mas há oito anos que joga à bola na Rodovia. "Temos uma equipa de amigos que aqui joga à bola todos os sábados e domingos. Há dias em que saímos da escola e vimos para cá jogar à bola ou andar de bicicleta", disse. Ana Ferreira é frequentadora diária do complexo, não residisse, por acaso, nas imediações do parque verde"Cada vez há mais gente a vir para cá. Quando está bom tempo, isto mais parece uma romaria".

Ciente dessa realidade, a Câmara Municipal de Braga tem vindo, aos poucos, a proceder a obras de renovação daquele espaço verde, conhecido por Rodovia, junto ao rio Este. Ontem, foram abertos mais dois campos de futebol, mas com a particularidade de serem sintéticos. Um pequeno luxo do agrado dos "homens da bola", em particular os mais jovens. MC

http://jn.sapo.pt/2006/05/01/norte/complexo_enchese_domingueiros.html

 

Reabilitação do Quarteirão Piloto das Cardosas aprovada

Desejável Hotel de Charme, habitação moderna e espaços comerciais diversificados, são os projectos da Porto Vivo, SRU para o Quarteirão das Cardosas

O quarteirão piloto das Cardosas será o próximo passo da Porto Vivo, SRU para reabilitar a Baixa Portuense, situado num eixo considerado prioritário pela sociedade, o quarteirão localiza-se no Centro Histórico da cidade, classificado como Património Mundial, é delimitado pelo Passeio das Cardosas, pelo Largo dos Loíos, pelas Ruas da Trindade Coelho e das Flores e pela Praça Almeida Garett.

O projecto contempla assim a transformação de 42 parcelas em habitação de qualidade, a construção e o arranjo de uma praça interior e o alargamento dos passeios. Para o sector dos escritórios prevê-se uma oferta diversificada, dirigida às actividades mais tradicionais como as profissões liberais, bem como a actividades ligadas à cultura e a arte.

No subsolo da praça será construído um parque de estacionamento com 3 pisos, com capacidade para 260 lugares, destinados às habitações, ao hotel, comércio e escritórios. No entanto o projecto que ganha mais destaque é a desejável reconversão do Palácio das Cardosas num hotel, o qual se prevê que possa vir a acolher cerca de 200 pessoas, em instalações de luxo.

Dentro das actividades da sociedade, o quarteirão piloto das Cardosas é um dos quarteirões mais emblemáticos e importantes para a revitalização do centro da cidade em virtude da presença do Palácio das Cardosas na sua fachada norte, o quarteirão faz a transição entre o centro histórico e a “Avenida”, que durante largas décadas, desde a sua construção no início do século passado, se tornou a principal centralidade cívica, social e cultural da cidade. A proximidade das redes de transportes urbanos de âmbito metropolitano e suburbano dotam o espaço de uma larga e grande acessibilidade.

Fonte: Porto Vivo, SRU

Acerca da Cimeira

  • CIMEIRA do AMBIENTE, SEGURANÇA e QUALIDADE
  • 18-20 de Maio de 2006
  • EXPONOR - Feira Internacional do Porto
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